Flávio Bolsonaro anuncia ausência em debate da Band/Estadão no domingo e diz que equipe avalia participação no último encontro, previsto na Globo
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Horas depois de negar que sua campanha esteja de “salto alto” ou em clima de “já ganhou”, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), anunciou ontem que não comparecerá ao debate Band/Estadão previsto para o próximo domingo. Participam da iniciativa também um pool de veículos de imprensa composto pelas emissoras de rádio e TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além do YouTube.
“Não vou, não está previsto ir nesse debate no domingo. Estamos analisando, e quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica, de ir no último debate (da TV Globo, previsto para próximo dia 23)”, disse ontem a jornalistas o filho de Jair Bolsonaro (PL), durante evento de apoio de diretórios estaduais do MDB à sua candidatura.
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No último dia 6, o candidato do PL chegou a afirmar que participaria dos debates no 2.º turno. “Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com o Lula. Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. É o que eu sempre quis. Eu quero comparar os programas de governo, eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo, e eu tenho a convicção de que a gente vai ser vitorioso nesse debate.”
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O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, confirmou presença no debate Band/Estadão. “Espero que meu adversário compareça para que a gente possa fazer que o povo tenha conhecimento das diferenças entre os programas e candidaturas”, afirmou o petista em vídeo direcionado aos ouvintes e telespectadores das emissoras do Grupo Bandeirantes.
De acordo com as regras do debate, o púlpito do candidato que não estiver presente no evento ficará vazio.
No primeiro turno, não houve nenhum encontro com a presença de Lula e Flávio. Os demais candidatos à Presidência participaram de vários debates, mas os dois líderes das pesquisas se abstiveram. O último debate antes da primeira rodada da eleição, na TV Globo, acabou cancelado pela emissora após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) interferirem nas regras.
MOBILIZAÇÃO
Flávio voltou a pedir que seus apoiadores mantenham sua mobilização para derrotar Lula nas urnas. “Apesar de as pesquisas estarem favoráveis e, ao contrário de alguns veículos de comunicação falarem que a gente está de salto alto, em clima de já ganhou, é mentira. Não tem clima de já ganhou na nossa campanha, está todo mundo na rua”, declarou ontem o candidato do PL, após visitar o pai, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Como mostrou o Estadão, aliados do candidato já consideram a eleição ganha e já chamam Flávio de “presidente”.
O candidato pediu que parlamentares do PL usem suas redes sociais e atos de rua para sua campanha e disse que deve viajar a Estados do Sudeste, do Norte, do Nordeste e do Sul. E falou da visita ao pai. “Estou muito feliz com meu pai e poder voltar visitá-lo. Mais uma vez me dá muito mais força, muito mais entusiasmo, ainda mais vontade de estar na rua para defender o nosso País”, afirmou Flávio.
Segundo ele, o ex-presidente “está bem, fazendo aquelas piadinhas sem graça que ele faz sempre” e demonstrou otimismo com a eleição para o Congresso.
“A maioria do povo brasileiro deu um Senado forte para a legislatura a partir de 2027. Deu uma Câmara ainda mais forte também, mais à direita. A expectativa dele é a melhor possível com relação ao futuro do nosso Brasil”, disse o candidato do PL, que havia sido proibido de visitar seu pai após ter divulgado uma carta de cunho político escrita pelo ex-presidente. A conduta da Flávio foi interpretada como uma manobra para burlar a proibição de que Jair Bolsonaro se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais.
DEMOCRACIA
Flávio negou ontem que seja uma ameaça à democracia. A declaração foi dada durante evento que oficializou o apoio de 17 diretórios do MDB à sua candidatura, realizado no escritório da campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.
“Tem muita gente desavisada que quando olha para (um) Bolsonaro acha que é uma ameaça à democracia. Na verdade é exatamente o contrário. As pessoas vão enxergando quem é que está entre a barbárie e a democracia. Quem é o último obstáculo para esse País não virar uma barbárie, uma terra sem lei? É Flávio Bolsonaro, hoje. Eu vou ser tão defensor da democracia que você nunca vai ver na história um presidente defender mais as instituições do que Flávio Bolsonaro”, afirmou.














