Fim da escala 6×1 é ‘muito pesado’ para a indústria, diz representante da CNI

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Fim da escala 6×1 é ‘muito pesado’ para a indústria, diz representante da CNI


Proposta em discussão no Congresso é criticada por entidade do setor produtivo, que defende negociação direta entre empresas e trabalhadores



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A proposta que discute o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional voltou a gerar debate entre representantes do setor produtivo e parlamentares. Para entidades da indústria, a medida pode ter impactos relevantes na economia e deveria ser tratada por meio de negociação coletiva.

O tema foi abordado em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, com o diretor e representante da FIEP no Conselho de Relações Trabalhistas da CNI, Érico Furtado, que avaliou os possíveis efeitos da proposta sobre o mercado de trabalho e a produtividade no país.

Indústria critica mudança generalizada na jornada

Segundo Érico Furtado, a discussão sobre redução de jornada não é nova, mas não deveria ser conduzida por meio de uma mudança generalizada na legislação trabalhista. “Para a gente, indústria, é muito pesado essa modificação de forma generalista”.

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Ele defende que esse tipo de ajuste já pode ser feito por meio de acordos coletivos entre empregadores e sindicatos. “Nós não somos contra a negociação de redução, de escala ou de jornada. Mas desde que seja pelos instrumentos válidos que nós já temos hoje na nossa legislação, que é a Convenção Coletiva de Trabalho ou Acordo de Trabalho”

Representante vê motivação política na proposta

O dirigente também criticou o momento em que a proposta está sendo discutida, afirmando que o tema poderia ter sido tratado anteriormente no governo. “Se isso fosse importante para o país, isso teria sido colocado, mandado ao Congresso no primeiro ano de sua gestão, e não no ano eleitoral”.

Para ele, a discussão tem caráter político. “Eu diria que está tentando garantir o novo mandato”.

Produtividade é apontada como entrave

Outro ponto destacado pelo representante da CNI é a baixa produtividade do Brasil em comparação com outros países, o que, segundo ele, torna difícil a adoção de jornadas menores sem impacto econômico. “Nós estamos ali mais para o final da fila e queremos ter jornada e escala de países desenvolvidos”.

Ele argumenta que o país precisaria avançar na qualificação da mão de obra antes de discutir mudanças estruturais na jornada.

“Num país sério realmente esse deveria ser um dos componentes a formar a cadeia de decisão para se mexer no item tão sensível para a geração de emprego e renda nesse país, que é a escala de trabalho e a jornada de trabalho”, afirma.

Setor está aberto ao diálogo

Ele também avalia que uma mudança desse tipo pode gerar efeitos negativos no mercado de trabalho. “Só vai, na minha humilde opinião, gerar informalidade e desemprego nesse país”.

Apesar das críticas, o representante afirma que o setor produtivo participa das discussões no Congresso e em audiências públicas sobre o tema. “Nós estaremos sempre em todos os fóruns que nos formos chamados para debater itens de relevância para o país”.

Ouça ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal






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