São Paulo
Tom Jobim (1927-1994) faria cem anos em janeiro de 2027, porém a morte do cantor foi tão precoce quanto suas preocupações em relação ao meio ambiente. Nos anos 1970, o músico já falava em proteger a mata atlântica, salvar os peixes nos rios e evitar a fumaça nos céus.
A exposição “Jobim-açu” aborda essa faceta do artista e mostra como a natureza sempre foi inspiração e linguagem para ele.
Em cartaz no Bulevar do Rádio, ao lado do Sesc Avenida Paulista, até domingo (16), a mostra desembarca no Horto Florestal, na região norte, em seguida —de terça (18) a domingo (23).
Depois vai para o parque da Luz, no Bom Retiro, região central, onde fica de 25/8 a 29/8. A entrada é gratuita, das 10h às 17h.
A proposta da organização é fazer o público explorar o cenário que inspirou o artista. Para isso, transformou o interior de um caminhão em floresta cenográfica, formada por tecidos suspensos, gravações de entrevistas, sons de pássaros e imagens e músicas de Jobim. Neste ambiente, um vídeo é projetado de forma simultânea em todas as cinco telas do espaço. Nele, Tom reproduz o canto dos pássaros, e fala sobre a relação com a natureza e o Rio de Janeiro.
O material completo é exibido apenas durante a mostra, mas alguns trechos serão publicados nas redes sociais do projeto, pelo perfil @historiasqueandam.
“Jobim-açu” parte da música “Querelas do Brasil”, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Na canção, Blanc colou Jobim ao sufixo tupi açu, que significa grande. A letra aborda a diversidade brasileira, mas denuncia a destruição ambiental que ocorre no país.
Do lado de fora do caminhão, 20 painéis abordam de forma biográfica a vida de Tom, com histórias da infância até a projeção internacional do compositor de “Corcovado” e “Águas de Março“.
Um deles cita a temporada no Carnegie Hall, em Nova York (EUA), após a bossa nova ficar conhecida no mundo.
Até agora, a exposição recebeu mais de 5.600 visitantes, além de 470 estudantes entre 9 e 16 anos de passeios escolares.
Durante excursões com os alunos, professores colocam algumas atividades em prática, em especial as que envolvem consciência ambiental e arte.
“Os alunos aprendem a valorizar as músicas do Tom Jobim e percebem a relação delas com a natureza, com o som dos pássaros, com o mar e a praia”, diz Marluce Moreno Tavares, 52, professora de artes do 6º ano do Colégio Maria Imaculada.
Exposição Jobim-açu
Bulevar do Rádio, ao lado do Sesc Avenida Paulista – av. Paulista, 119, Bela Vista. Até dom. (16), das 10h às 17h














