Com curadoria de Guilherme Moraes, “Forquilha” é composta por conjuntos de obras que preservam autonomia de cada artista e será inaugurada 23 de julho
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O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) inaugura, na próxima quinta-feira (23), às 19h, a exposição “Forquilha”, que reúne mais de 100 obras dos artistas visuais Fernando Duarte e Fernando Augusto.
A mostra cria um ponto de encontro e diálogo entre as produções, propondo a leitura de pesquisas que têm suas diferenças, mas caminham juntas compartilhando um mesmo território de investigação.
Com curadoria de Guilherme Moraes, “Forquilha” é composta por dois conjuntos de obras que preservam a autonomia de cada artista.
Em seu texto curatorial, Moraes propõe a forquilha como metáfora para a exposição. Tradicionalmente utilizada para localizar água subterrânea, a ferramenta simboliza a busca por conexões invisíveis, revelando os “veios subterrâneos” que unem duas trajetórias distintas.

Fernando Augusto artista constrói paisagens de caráter atmosférico, habitadas por animais, elementos naturais e figuras simbólicas – Aurélio Velho/Divulgação
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“São dois conjuntos diferentes, duas preocupações e duas leituras da realidade. O resultado nos deixou muito felizes, porque existe uma unidade de intenções, mesmo sendo trabalhos completamente diferentes sobre o mundo”, destaca Fernando Augusto.
O artista constrói paisagens de caráter atmosférico, habitadas por animais, elementos naturais e figuras simbólicas. Suas composições, que transitam entre pintura, fotografia, instalação e intervenções urbanas, exploram relações entre memória, território, natureza e imaginação, criando ambientes em que a cor e a matéria pictórica assumem protagonismo.

Pintura de Fernando Duarte concentra-se na figura humana como espaço de condensação das tensões contemporâneas – Divulgação
Já a pintura de Fernando Duarte concentra-se na figura humana como espaço de condensação das tensões contemporâneas. Duarte desenvolve uma produção marcada pelo equilíbrio entre gesto, racionalidade e experimentação cromática, em que personagens de expressão contida convivem com uma paleta vibrante, e dialoga com outras expressões, como literatura, música e cinema.
“A gente pensou na forquilha porque ela representa um esforço conjunto. Hoje ninguém faz nada sozinho. Além de ser um instrumento ligado à agricultura, muito presente na cultura nordestina, ela também é usada para encontrar água. Gostamos dessa ideia de descobrir aquilo que está escondido sob a superfície”, explica.
Na exposição, Fernando Duarte e Fernando Augusto posicionam a pintura como espaço de reflexão sobre memória, experiência e imaginação no mundo contemporâneo.
A exposição permanece em cartaz no Museu do Estado de Pernambuco até o dia 23 de agosto. A visitação é gratuita e pode ser realizada de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, aos sábados e domingos, das 14h às 17h.
Serviço
Exposição “Forquilha”, dos artistas Fernando Duarte e Fernando Augusto
Curadoria: Guilherme Moraes
Abertura: 23 de julho de 2026, às 19h
Visitação: até 23 de agosto de 2026; de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 17h
Local: Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) – Av. Rui Barbosa, 960 – Graças














