Estudo do Banco Itaú e consultoria especializada estima necessidade de investimentos de R$ 1,2 trilhão em projetos de saneamento no Brasil

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Estudo do Banco Itaú e consultoria especializada estima necessidade de investimentos de R$ 1,2 trilhão em projetos de saneamento no Brasil


Avaliação mostra que a universalização do saneamento representa oportunidade econômica e agenda financeira com consequência social imediata .

Por

Fernando Castilho


Publicado em 16/09/2026 às 18:05
| Atualizado em 16/09/2026 às 19:30


Clique aqui e escute a matéria

Com informações do Itaú Unibanco

São Paulo – Um estudo, desenvolvido pelo Itaú BBA em parceria com a Inter.B Consultoria, que estima em cerca de R$ 1,2 trilhão, em valores atuais, o estoque de capital necessário para universalizar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário no país.

O trabalho denominado “Saneamento Básico: Investimento para Transformar o Brasil” afirma que o saneamento básico desponta como um dos segmentos mais relevantes da infraestrutura brasileira, com potencial de combinar investimentos de larga escala, retorno econômico e impacto social direto.

O levantamento traça um panorama inédito da infraestrutura de saneamento no país, mapeando investimentos já contratados, necessidades futuras de capital e os impactos macroeconômicos associados à expansão dos serviços.

“O setor atingiu um grau de maturidade que viabiliza uma discussão muito mais qualificada sobre financiamento e planejamento de longo prazo. Pela primeira vez, conseguimos dimensionar com maior precisão o tamanho do desafio, a trajetória dos investimentos e os caminhos para a universalização. Isso reduz incertezas e amplia a capacidade de mobilização de capital”, diz o documento.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

O gerente da diretoria de Infraestrutura & Energia do Itaú BBA, Eduardo Corsetti, afirma que análise observa um avanço nos últimos anos mostra que o Marco Legal foi capaz de criar um ambiente mais favorável aos investimentos e posicionar o setor em uma nova etapa de desenvolvimento”, ressalta

O pipeline contratado e anunciado prevê R$ 201,5 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, com pico de desembolsos de R$ 44,2 bilhões em 2027. Os números indicam que a fase mais intensa do atual ciclo de expansão deverá ocorrer nos próximos anos, concentrando uma parcela significativa dos recursos previstos para ampliar a cobertura dos serviços.


Divulgação

Distribuição dos recursos pelo Governo de Pernambuco será feita de forma proporcional à população – Divulgação

Espaço para novos investidores

Segundo a análise, atualmente em média pelo menos R$ 40,3 bilhões por ano, enquanto seriam necessários R$ 95,2 bilhões anuais para que a universalização seja alcançada até 2033. Essa diferença evidencia grande oportunidade para novos operadores, investidores e estruturas de financiamento.

Segundo o estudo, o setor reúne características tradicionalmente valorizadas pelos investidores, como demanda resiliente, contratos de longo prazo, previsibilidade de receitas e elevado impacto socioeconômico.
Nesse contexto, o Itaú BBA atua como um dos principais articuladores entre capital e projetos de infraestrutura, conectando investidores, empresas e oportunidades de desenvolvimento em um setor essencial para a competitividade e a qualidade de vida no país.

Rogério Yamashita, responsável pela área de infraestrutura em project finance no Itaú BBA afirma que “hoje temos a combinação entre necessidade de investimento claramente identificada, projetos estruturados e benefícios amplamente conhecidos”.

Ainda segundo ele o desafio agora é garantir que o setor continue ampliando sua capacidade de atrair capital de diferentes fontes, de forma compatível com a magnitude dos recursos necessários para a universalização. “Antecipar investimentos em saneamento significa também antecipar os benefícios da universalização e, assim, transformar uma necessidade histórica em uma alavanca de desenvolvimento econômico e social”, ressalta.

Impacto econômico na população

O estudo estima que a medida tem potencial para elevar o PIB potencial do país entre 0,36 e 0,46 ponto percentual no médio e longo prazo, por meio de ganhos associados à expansão do capital físico, à melhora dos indicadores de saúde e ao avanço da educação. A universalização do saneamento também pode produzir efeitos sobre a economia brasileira.

Ao abordar a questão do retorno econômico do investimento p estudo chama atenção para dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cada dólar investido em saneamento gera, em média, US$ 4,30 em benefícios econômicos.

No Brasil, a relação benefício-custo é especialmente favorável no esgotamento sanitário, chegando a 8,9 vezes o valor investido, enquanto no abastecimento de água essa relação é de 2,5 vezes.

Para o sócio-fundador da Inter.B Consultoria, afirma Claudio Frischtak “o saneamento básico faz parte de um conjunto de setores de infraestrutura cujos investimentos apresentam ganhos simultâneos no bem-estar das famílias e na competitividade das empresas. O investimento e a melhoria dos serviços levam a uma diminuição da taxa de mortalidade e morbidade por doenças de veiculação hídrica, ampliando a capacidade de aprendizado dos jovens, reduzindo o absenteísmo no trabalho, além de aumentar a produtividade dos trabalhadores, avalia o executivo.


Divulgação Compesa

Estação de Tratamento da Compesa no Cabanga. – Divulgação Compesa

Saneamento como investimento

Para Claudio Frischtak o saneamento básico é um dos investimentos com maior impacto no capital humano que o país pode fazer. De modo mais geral, a taxa social de retorno nesse setor é uma das mais elevadas entre todos os investimentos em infraestrutura”.

O levantamento também identifica importantes efeitos redistributivos. Entre 2016 e 2024, a cobertura de esgoto avançou dez vezes mais entre os 20% mais pobres da população do que entre os 20% mais ricos, evidenciando o potencial da infraestrutura para reduzir desigualdades e ampliar o acesso a serviços essenciais em regiões historicamente menos atendidas.

Os impactos são observados em diferentes dimensões, incluindo saúde, desempenho educacional, produtividade e qualidade de vida. O dado mostra que o atual ciclo de expansão vem alcançando de forma mais intensa as camadas de menor renda, reforçando o papel do saneamento como instrumento de inclusão e desenvolvimento. E nesse contexto, a universalização deixa de ser apenas uma meta regulatória e passa a representar uma oportunidade de desenvolvimento socioeconômico.






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *