Estudo aponta que IA será o principal motor de competitividade para 88% das grandes empresas brasileiras até 2030

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Estudo aponta que IA será o principal motor de competitividade para 88% das grandes empresas brasileiras até 2030


Pesquisa da IDC comissionada pela Microsoft Brasil revela amadurecimento tecnológico, com organizações registrando ganhos médios de 24,5%

Por

JC


Publicado em 17/06/2026 às 14:59


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A inteligência artificial (IA) consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o mercado corporativo brasileiro, deixando de ser apenas uma tendência para se tornar um fator central de sobrevivência e crescimento. De acordo com o estudo “Impacto nos Negócios pela Adoção de IA no Brasil”, realizado pela IDC a pedido da Microsoft Brasil, 88% dos executivos de grandes empresas acreditam que a IA será o principal motor de competitividade até 2030. Além disso, 90% dos entrevistados apontam que a tecnologia se tornará um diferencial-chave em seus respectivos setores de atuação.

O levantamento, que ouviu 73 líderes de empresas com mais de mil funcionários, sinaliza uma transição importante: o país encerra a fase de experimentações pontuais e entra na era da adoção em escala. Atualmente, 23% das organizações já utilizam a IA de forma integrada em diversas áreas produtivas, enquanto 41% ainda a aplicam em casos limitados. Contudo, a expectativa é de rápida aceleração, com a projeção de que 51% das companhias tenham a tecnologia escalada em produção nos próximos 24 meses.

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Essa evolução reflete-se diretamente nos orçamentos corporativos. Hoje, as iniciativas ligadas à inteligência artificial abocanham 28% das verbas de investimento das grandes empresas, montante que deve saltar para 45% até 2028. Para a liderança, o movimento é mandatório, já que 52% dos executivos afirmam que as corporações que não adotarem a IA em larga escala perderão competitividade no mercado.

Os impactos financeiros e operacionais já são visíveis e mensuráveis, com as empresas reportando um ganho médio de 24,5% associado aos projetos de IA. Os principais benefícios foram identificados no aumento da satisfação do cliente, no ganho de eficiência de processos, na mitigação de riscos e na aceleração do lançamento de novos produtos. Em termos macroeconômicos, a tecnologia gerou um crescimento de receita de 19,7% até o momento, além de impulsionar a produtividade dos funcionários para 24% dos entrevistados.

A próxima fronteira de inovação está nos chamados agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas específicas sob comando ou de forma autônoma. Utilizados por 56% das empresas em fases de teste ou produção — sobretudo em áreas como atendimento, marketing e cibersegurança —, os agentes devem alcançar 69% das organizações até 2028. Esse cenário dará origem às chamadas Frontier Firms, empresas estruturadas sobre uma camada de IA acessível a todas as equipes, mudando a dinâmica de trabalho para um modelo em que os profissionais atuam como supervisores dessas ferramentas.

Esse avanço, no entanto, traz consigo a exigência de uma postura responsável e segura. Quase a totalidade dos executivos consultados (96%) declarou ter elevado os investimentos em segurança da informação, focando em automação de proteção, segurança de dados e infraestrutura em nuvem. A preocupação central reside em adotar soluções corporativas blindadas, garantindo que dados estratégicos do negócio não sejam utilizados para o treinamento público de ferramentas de IA, mantendo a conformidade com as legislações vigentes.

Por fim, o estudo ressalta que o sucesso da transformação digital depende do fator humano. A escassez de talentos qualificados surge como uma barreira para 30% das empresas. Como resposta, a grande maioria dos líderes está investindo na capacitação de suas equipes, tanto na área de tecnologia quanto nas divisões de negócios. A ausência de uma agenda de IA também passou a pesar na atração de profissionais, gerando dificuldades de contratação para 43% das empresas que estão atrasadas na adoção tecnológica. Em contrapartida, as organizações que avançam reportam melhorias na satisfação dos colaboradores, que passam a delegar tarefas repetitivas para se dedicar a atividades mais estratégicas e criativas.






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