Erros básicos em receitas clássicas atrapalham no Mares de La Peruana

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Erros básicos em receitas clássicas atrapalham no Mares de La Peruana


Crítica | SP
Mares de La Peruana

Três estrelas (Bom)
R. Ferreira de Araújo, 299, Pinheiros, região oeste. @maresdelaperuana

A tarde estava quente, e entrar no Mares de La Peruana pareceu uma ótima pedida. O ambiente arejado, de clima praiano em pleno bairro de Pinheiros, estava convidativo. Ainda mais para quem conhece o frescor da culinária da costa peruana, especialidade da casa. Somou-se a isso o fato de o local ser famoso entre os endereços da cidade para provar esse tipo de comida.

Como esperado quando se trata de um restaurante focado em peixes e frutos do mar, abrir o cardápio revela preços salgados. As entradas de ceviche vão de R$ 76 (o clássico) a R$ 114 (o colán). Além do peixe do dia, este último leva pimenta amarela e polvo na brasa, acompanhado de patacones, discos feitos a partir de banana verde amassada e frita.




Arroz de polvo do restaurante Mares de La Peruana


Priscila Pastre/Folhapress

Pedimos a versão mais tradicional. Conhecendo o orgulho peruano pela variedade de pães no país, imaginei que a entrada pudesse vir com algum acompanhamento do tipo. Não vinha, mas o atendente disse que poderíamos complementar o pedido com chips de banana-da-terra e batata-doce (R$ 46) à parte. A opção é uma entradinha por si só, vem acompanhada de guacamole, vinagrete e molho de feijão com polvo.

Voltando ao ceviche clássico: O peixe estava fresco e a cancha chulpi (milho andino tostado) fazia um contraponto interessante de texturas. O cardápio falava sobre a marinada em “limão, coentro, cebola roxa e pimenta”, aquela combinação de sabores tão tipicamente peruana. Mas não deixava claro quanta pimenta. Aqui vale comentar que gosto muito de receitas bem picantes. Mas o que chegou estava além do razoável, a ponto de formigar a língua e amortecer os cantos da boca.

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De principais, o rigatone frutos do mar (R$ 97) veio com camarões carnudos e bastante saborosos, com toques defumados pela passagem na brasa. Com azeitonas pretas desidratadas, folhas frescas de manjericão, tomatinhos na parrilla e alguns poucos anéis de lula. Faltava equilíbrio ao conjunto. Muita massa, um tanto ressecada, para poucos frutos do mar.

O arroz de polvo (R$ 99) foi pedido no lugar do arroz del mar que estava saindo do cardápio. Chegou bonito, colorido e bem quente, numa panelinha de ferro. O polvo veio macio, e um caldo denso e cremoso envolvia o arroz. Teria sido o destaque positivo do almoço se não estivesse tão salgado.

A sobremesa escolhida foi o tres leches (R$ 47). Úmido, aveludado e saboroso, num casamento interessante com sorvete de baunilha. O morango, anunciado em um preparo na brasa, chegou num tipo de calda que se aproxima de um coulis, mas com alguns pedaços da fruta. Queria ter provado com o defumado insinuado na descrição, mas da forma como chegou também funcionou bem e rendeu frescor ao conjunto.

A casa da chef Marisabel Woodman, também à frente do restaurante La Peruana, nos Jardins, é agradável. O atendimento, solícito. Mas fica a sensação de que os erros nas receitas teriam sido evitados se elas tivessem sido provadas.





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