Em vinda ao Brasil, Agassi aconselha João Fonseca e elogia a Copa do Mundo: ‘foi emocionante’

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Em vinda ao Brasil, Agassi aconselha João Fonseca e elogia a Copa do Mundo: ‘foi emocionante’


O ex-tenista número 1 do mundo palestrou, nesta quinta-feira (23), na Expert XP 2026, realizada no São Paulo Expo, na capital paulista

Por

Filipe Farias


Publicado em 23/07/2026 às 13:45
| Atualizado em 23/07/2026 às 13:47


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Um dos principais tenistas da história, marcado por seu estilo próprio de jogar que marcou gerações, Andre Agassi esteve no Brasil, nesta quinta-feira (23), onde participou da Expert XP 2026 comandando o painel “Reinventar-se para vencer”.

Durante sua apresentação no evento, realizado no São Paulo Expo, na capital paulista, o norte-americano medalha de ouro nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e campeão de oito títulos de Grand Slam, falou de sua trajetória profissional, das históricas rivalidades dentro de quadra com Pete Sampras e Boris Becker, além da expectativa positiva quanto ao futuro do tenista brasileiro João Fonseca.

“O tênis é um esporte solitário. Não há ninguém para você passar o bastão. Não tem nenhum capacete para você se esconder. Você está a 30 metros de distância do oponente… E isso o deixa conectado com ele. Mas, ao mesmo tempo, você precisa de gente ao seu redor que te deixe forte, que por mais que elas não entrem em quadra, você sinta que estão ali. A importância de ter um time forte no tênis é a mesma quando se trata da área de negócios ou na nossa vida pessoal”, destacou Andre Agassi.

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O ex-tenista reconheceu que a presença desse staff o ajudou a evoluir no esporte até alcançar o topo mundial. “Por isso a responsabilidade de escolher uma equipe que você confie e conheça bem, além de lhe conhecer bem também. Pois eles vão precisar apontar os seus pontos forte e fracos, além de fazer você entendê-los para aceitá-los. Só assim que você consegue evoluir, trabalhando em cima desses pontos. Então, é como digo, a equipe de um tenista é uma família que percorre uma jornada com ele, dentro de uma existência solitária”, pontuou.

Conselhos para João Fonseca

O ex-número 1 da ATP confessou que tem acompanhado a jornada inicial de João Fonseca no circuito internacional, e que o tenista brasileiro tem chamado a sua atenção pela qualidade dentro das quadras, mesmo ainda tão novo – apenas 19 anos. “As habilidades individuais dele são excelentes”.

Para Andre Agassi, o brasileiro ainda vai evoluir bastante nos próximos anos. “A medida que eu fui envelhecendo, aprendi a calcular o risco das minhas jogadas em quadra e a controlar a minha agressividade. E é isso que ele precisa entender e buscar fazer suas escolhas com inteligência. Compreender um pouco mais seus pontos fracos, onde ele ainda não está no nível mais alto… Também entender melhor os pontos fortes e buscar esse equilíbrio para jogar num nível melhor constantemente. É o que sempre digo: no tênis não precisa ser o melhor sempre, mas ser melhor que o seu oponente naquele dia. É preciso buscar ser o melhor na partida de forma controlada para conseguir a vitória”, aconselhou o ex-tenista norte-americano.

De olho na Copa do Mundo 2026

Como a Copa do Mundo 2026 foi realizada na América do Norte (EUA, Canadá e México), o ex-tenista aproveitou para acompanhar de perto os jogos realizados nos Estados Unidos, e não escondeu a sua admiração pelo futebol e pela competitividade do esporte mais popular do mundo.

“Eu adorei a Copa do Mundo. Foi emocionante. Como americano vejo muito as estatísticas do jogo. Para mim, a melhor partida foi Argentina 3×2 Egito, com os argentinos marcando três gols em dez minutos (foi em 13). Foi incrível ver o Messi lutando para conquistar a vitória e marcando os gols. Também fiquei impressionado com a Espanha, que controlou todos os seus jogos, sofreu apenas um gol na competição e mereceu o título”, avaliou Agassi.

Mesmo com a empolgação, o ex-tenista reconhece que a seleção norte-americana ainda está em processo de evolução, e que apesar da expectativa, o Brasil ficou devendo. “Vi os jogos e acho que os americanos ainda estão melhorando nesse esporte. Não estão no mais alto nível. Já o Brasil, eu como americano, sempre espero que a seleção brasileira ganhe, mas esse ano não deu”, apontou.

O repórter viajou a convite da XP






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