Iniciativas do Governo de Pernambuco, através da Adepe, impulsionaram o artesanato e fortaleceram a cultura e o turismo em São Paulo
JC
Publicado em 20/05/2026 às 13:47
| Atualizado em 20/05/2026 às 14:32
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O Artesanato de Pernambuco fez história em São Paulo, na última semana. Na feira Salão do Artesanato Raízes Brasileiras, que aconteceu entre os dias 13 e 17, na Fundação Bienal, o estande de Pernambuco bateu recorde em participações em feiras nacionais, ao somar R$ 341 mil em vendas.
Já no fim de semana, a ação “Fenearte Ocupa São Paulo”, que aconteceu dentro do São João Gomes, movimentou R$ 55 mil com a comercialização de peças de artesãs e artesãos de todo o Estado. Ambas as ações, que resultaram em quase R$ 400 mil em vendas, são iniciativas do Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco – Adepe, para fomentar e impulsionar o artesanato pernambucano.
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SÃO JOÃO GOMES
Pela primeira vez fora de Olinda, a Fenearte fez uma pequena amostra do que é a feira para o público que foi ao São João Gomes, evento que aconteceu no Parque Villa-Lobos, na capital paulista. O espaço “Fenearte Ocupa São Paulo” expôs cerca de mil peças de mais de 80 artesãos pernambucanos.
Mais de 60% dos trabalhos foram comercializados. Além disso, a presença da feira no evento representou uma oportunidade de divulgar para um público de mais de 40 mil pessoas a 26ª edição da Fenearte, que acontecerá de 08 a 19 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.
Estavam no espaço da Fenearte no São João Gomes peças icônicas, como as cabeças em barro das mestras Cida Lima e Neguinha, ambas de Belo Jardim, e os cachorros do mestre Marcos, de Sertânia. Também estavam lá a tradição da arte figurativa em barro do Alto do Moura, em Caruaru, com peças de Vitalino Neto, herdeiro do ofício de Mestre Vitalino (1909-1963); o leão cacheado, imortalizado pelo Mestre Nuca (1937-2014), em reproduções agora feitas pelo filho, Marcos de Nuca, de Tracunhaém, e as xilogravuras dos filhos herdeiros da arte de J. Borges (1935-2024), de Bezerros, como Bacaro Borges e Pablo Borges.
SALÃO DO ARTESANATO DE SÃO PAULO

Peças em barro, madeira, renda e xilogravura revelam a diversidade e a força do artesanato pernambucano nas feiras em São Paulo – Divulgação
Na Fundação Bienal, onde aconteceu o Salão do Artesanato Raízes Brasileiras, o público paulistano pôde ver e comprar peças utilitárias da ceramista de torno Carol Melo, do Recife, e os acessórios feitos com conchas e redes de pesca das Quilombolas de São Lourenço, coletivo de mulheres de Goiana. Foi a primeira participação das duas em uma feira na capital paulista.
Também compuseram o estande a arte figurativa em barro do Alto do Moura, com as peças da artesã Janaína Barbosa; a renda renascença de Carmelita, de Alagoinha; as esculturas em madeira do mestre Marcos, de Sertânia, e a xilogravura de Bacaro Borges.
Os artesãos foram selecionados para representar Pernambuco no 22º Salão do Artesanato Raízes Brasileiras, por meio de edital de chamamento público. Eles tiveram suas peças transportadas para a capital paulista pelo PAPE — Programa do Artesanato de Pernambuco, que está presente na feira e é executado pelo Governo do Estado, através da Adepe.
“Este grande volume de vendas só reafirma o potencial do nosso artesanato. Foi um grande desafio levar uma amostra da Maior Feira de Artesanato da América Latina para São Paulo e, simultaneamente, participar do Salão do Artesanato. Resultados como estes nos animam a seguirmos firmes na missão de abrir fronteiras para oportunizar nossas tradições”, detalha Roberta Andrade, diretora-presidente interina da Adepe.
“Estamos muito felizes com os números que conseguimos em São Paulo. O Salão do Artesanato já se consolidou como uma feira importante para Pernambuco, e fez todo sentido para a Fenearte estar no São João Gomes, evento que potencializa e valoriza as culturas e identidades nordestinas, assim como faz a feira”, fala a diretora-executiva da Fenearte, Camila Bandeira.
“Além disso, João Gomes é, hoje, um dos maiores promotores do nosso artesanato, sobretudo, pela relação dele com Irineu do Mestre, um dos nossos mestres artesãos, autor do boné/chapéu de couro, o ‘bonéu’, que virou símbolo do cantor. Foi uma oportunidade tanto para ampliar as vendas e o alcance do trabalho dos nossos artesãos quanto para divulgar a Fenearte e atrair novos públicos. Essa é uma parceria que nos fortalece”, complementa.










