Há 11 anos, o húngaro László Nemes apresentou no Festival de Cannes “O Filho de Saul”, sobre a resistência de um prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz, com o qual ganhou o Oscar de melhor filme internacional. Agora, o diretor volta a falar da Segunda Guerra em “Moulin”, que disputa a Palma de Ouro.
O novo longa acompanha a história de Jean Moulin, um líder da resistência francesa contra a ocupação nazista nos anos 1940.
Com pitadas de espionagem, o longa não é uma biografia, mas se sustenta no confronto entre Moulin e o oficial nazista Klaus Barbie, interpretado por Lars Eidinger.
Respeitado ator de teatro na Alemanha, Eidinger é conhecido por seus papéis em filmes como “Personal Shopper”, ao lado de Kristen Stewart, e “Toda Luz que Não Podemos Ver”, da Netflix. Ele será ainda Brainiac, o vilão do “Superman: The Man of Tomorrow”, de James Gunn, no ano que vem.
Ao abordar o confronto dos dois homens, Nemes reflete sobre duas visões de mundo, uma humanista e outra que pretende destruir para reinar suprema. Em entrevistas, o diretor vem dizendo que a Segunda Guerra ser um tema recorrente está ligado a tentativa de compreender a crise da democracia na atualidade.
O segundo filme da competição principal exibido no domingo (17) foi o francês “Garance”, de Jeanne Herry. A história acompanha uma mulher de 36 anos que dá nome ao filme, interpretada por Adèle Exarchopoulos, uma das atrizes francesas mais celebradas de sua geração.
Garance é uma atriz que tem dificuldade em conseguir papéis e estabelecer relações longevas devido à dependência do álcool.
Ela, porém, não aceita a doença. O filme acompanha um período de sua vida em que várias situações acontecem como sinais da gravidade de seu vício. Ela perde o emprego em uma respeitada companhia de teatro, sua irmã é diagnosticada com câncer e Garance precisa dar suporte à sobrinha pequena.
Por mais duro que o enredo possa parecer, o filme não é pesado. Pelo contrário, “Garance” tem certo humor autodepreciativo que amacia a queda de sua protagonista. E há esperança. As coisas começam a melhorar para Garance quando se apaixona por uma cenografista que a ajuda a aceitar a si própria. O acerto do filme está em retratar o vicio de forma não moralista ou melodramática

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