Governadora participou da Marcha dos Prefeitos, reuniu gestores do Polo de Confecções e celebrou retomada do trecho pernambucano da Transnordestina
Pedro Beija
Publicado em 19/05/2026 às 20:29
| Atualizado em 19/05/2026 às 20:42
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Com informações do colunista político Romoaldo de Souza
A governadora Raquel Lyra (PSD) aproveitou a agenda em Brasília nesta terça-feira para reforçar a articulação com prefeitos pernambucanos e transformar a retomada da Transnordestina em símbolo político da aproximação entre Pernambuco e o governo federal.
Em entrevista ao Sistema Jornal do Commercio (SJCC), Raquel afirmou que o contrato da primeira etapa das obras até Suape está pronto para ser assinado e classificou o avanço como uma “conquista de Pernambuco e do Nordeste brasileiro”.
“Quando a gente chegou no governo, em janeiro de 2023, não existia mais Transnordestina para Suape”, afirmou a governadora.
Segundo Raquel, a primeira etapa da retomada envolve 73 quilômetros de obras e cerca de R$ 250 milhões em investimentos. O contrato, segundo ela, será assinado na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Ao comentar as negociações conduzidas junto ao governo federal, a governadora afirmou que tratou a ferrovia como uma obra estratégica para o Nordeste, e não apenas como uma decisão empresarial.
“Eu dizia ao presidente que essa não era uma decisão de empresário. Era uma obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro”, declarou.
A governadora também associou a retomada da ferrovia à preparação de Pernambuco para o cenário pós-reforma tributária, defendendo investimentos em infraestrutura logística como diferencial competitivo para atração de empresas.
“A reforma tributária vem aí e nós não teremos mais benefícios fiscais. O que vai nos tornar competitivos é infraestrutura e capacidade humana”, disse.
Discurso a prefeitos tem tom de unidade política
A passagem de Raquel por Brasília coincidiu com a Marcha dos Prefeitos e incluiu encontros com gestores municipais pernambucanos e integrantes da bancada federal. Diante dos prefeitos, a governadora adotou um discurso de defesa da unidade institucional em meio ao ambiente pré-eleitoral de 2026.
“Em Pernambuco, a gente não pergunta qual é a cor da bandeira partidária para colocar investimento”, afirmou.
Sem citar diretamente adversários, Raquel também pediu que aliados evitem antecipar disputas eleitorais e mantenham foco administrativo.
“Não se trata do último ano de um mandato. Se trata do primeiro ano dos próximos anos que definirão os próximos cinquenta”, disse.
A governadora ainda afirmou que Pernambuco precisa “acelerar” para recuperar espaço econômico em relação aos estados vizinhos.
“A gente viu os estados vizinhos crescerem e Pernambuco precisava recuperar o tempo perdido”, declarou.
Polo de Confecções e crise no Sertão entram na agenda
Além da pauta da Transnordestina, Raquel também reuniu prefeitos do Polo de Confecções do Agreste para discutir os impactos econômicos do fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50.
Segundo a governadora, o Estado seguirá dialogando com o governo federal e com representantes do setor produtivo para buscar alternativas para a região.
A agenda da governadora em Brasília também incluiu reunião com o ministro Waldez Góes para discutir os impactos da falta de energia elétrica no perímetro irrigado de Itaparica, no Sertão do São Francisco.
Ao lado de prefeitos da região, Raquel afirmou que o encontro buscou construir soluções definitivas para evitar novos prejuízos à produção agrícola local.
Pernambucanos participam da Marcha dos Prefeitos
A passagem da governadora por Brasília coincidiu com a realização da Marcha dos Prefeitos, evento que reúne gestores municipais de todo o país para negociação de pautas junto ao Congresso Nacional e ao governo federal.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que o encontro funciona como espaço de articulação para garantir investimentos e discutir projetos que impactam diretamente os municípios.
“Muitas vezes a capacidade de investimento dos municípios é limitada e a gente depende dessa boa relação com o Estado, com o governo federal e com os parlamentares”, afirmou, em entrevista ao JC.
Já o prefeito de Panelas, Ruben Lima (PSB), chamou atenção para o impacto financeiro de novas despesas aprovadas pelo Congresso sem compensação orçamentária para as prefeituras.
“Se tem despesa nova, tem que indicar de onde vem a fonte. Os municípios não aguentam mais suportar essa carga”, declarou ao JC.












