Homenagem à história do povo pernambucano, o 6 de março também exalta o significado estadual para a formação política e cultural brasileira
JC
Publicado em 06/03/2026 às 0:00
| Atualizado em 06/03/2026 às 7:23
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A Revolução de 1817 em Pernambuco é um fato relevante da história nacional, nem sempre valorizado como deveria pela historiografia oficial. Os revolucionários de então pregavam um ideário liberal desvinculado da monarquia, guiados pela vontade de liberdade e autonomia, e por valores republicanos que já se manifestavam. De claro pendor iluminista, a Revolução Pernambucana foi um movimento pioneiro que, embora de curta duração, mostrou que a colônia não era a mesma, e demandava mudança política com legitimação dos habitantes.
A Data Magna, desde 2017, presta homenagem ao movimento, uma das sementes para a Independência e a República no Brasil. Desse modo, cristaliza a pernambucanidade do evento histórico de larga repercussão no país, tanto na formação política, quanto na cultura, atualmente celebrada no Nordeste, em outras regiões e no exterior.
Nas festas tradicionais, como o Carnaval e o São João, Pernambuco vira o foco dos olhares e do desejo como destino turístico. E na produção cultural que leva os nossos cenários para o mundo inteiro, como no filme “O agente secreto” de Kleber Mendonça Filho, a integração com a história e a cultura brasileiras faz com que a herança simbólica revolucionária ganhe mais relevo, permaneça viva na memória coletiva e seja percebida com a importância que merece, pelos brasileiros de todos os lugares.
Em cores fortes e símbolos marcantes na estampa, a bandeira estadual se transformou em estandarte do orgulho de ser brasileiro. Portada por pernambucanos como um troféu, a bandeira também é adotada por brasileiros de outras origens para mostrar a alegria do pertencimento a uma identidade rebelde, criativa, afetiva e plural.
O “país Pernambuco” ostenta festejado estandarte, que também representa as cores de uma revolução que, mesmo sufocada com violência, deixou marcas da resistência e da esperança. Marcas traduzidas, ao longo de mais de dois séculos, na cultura de um povo cioso das lutas pela identidade.
Para o historiador George Cabral, membro da Academia Pernambucana de Letras, “foi o primeiro movimento contra a coroa portuguesa que conseguiu ter sucesso, tomar o poder. Foi o momento em que Pernambuco ficou independente, formou um novo país”. Os revolucionários pernambucanos continuam querendo fundar um novo país – não mais apenas no território estadual, mas um novo Brasil que reflita os anseios e as demandas de uma população que atravessa gerações em busca de menos desigualdade. Onde estão os nossos revolucionários? No meio do povo, fazendo arte, digladiando ideias e ideais com a insistência de quem é impulsionado pela história.
Com o estado exibindo menor peso econômico e político do que em outras épocas, não tão distantes, a Revolução em Pernambuco, lembrada na Data Magna, continua e floresce na utopia dos artistas e da gente comum, que não se entregam à mesmice ou à inércia das adversidades.


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