Em Pernambuco e no país inteiro, passageiros preferem outras formas para se deslocar diariamente, e o embarque nos ônibus despenca ano após ano
JC
Publicado em 25/02/2026 às 0:00
| Atualizado em 25/02/2026 às 6:47
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Menos passageiros, menos veículos – e um problema que se torna ainda maior para os gestores públicos. A crise no transporte coletivo por ônibus no Brasil vem se agravando, sem que propostas viáveis toquem a realidade como soluções efetivas. No vácuo aberto, outro problema apareceu, juntando a decadência do transporte público à limitação do atendimento emergencial de saúde, sobretudo nas grandes cidades: a explosão dos serviços de motos por aplicativo é uma resposta do mercado à demanda popular, sem a proteção devida a passageiros que montam na garupa para ganhar tempo – e podem se arriscar a perder a vida.
A resposta do mercado que deságua nas motocicletas – que jamais podem ser vistas como transporte coletivo – não se trata, é importante frisar, de mero efeito de atendimento à demanda. O fenômeno também se atrela a fatores relacionados à gestão pública, graças a governos em longa sequência, em todos os níveis, que retiraram a prioridade, por exemplo, das linhas de ônibus para os cidadãos. Seja nas grandes cidades e regiões metropolitanas, seja para a mobilidade intermunicipal, que enfrenta um triste cenário de baixa oferta de viagens em vários estados, inclusive em Pernambuco.
De acordo com o Anuário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o transporte coletivo urbano por ônibus perdeu 44,1% da demanda em uma década no país, de 2013 a 2023. A idade média de 6 anos e 5 meses da frota em circulação representa a maior em 30 anos, o que mostra uma das faces da questão: esse envelhecimento dos veículos leva a menos conforto e segurança nas viagens, fazendo com que a população exposta ao serviço ruim, todos os dias, busque opções ao que desagrada. E mesmo na cidade de São Paulo, bem servida de metrô e com alternativa de ônibus elétrico, a redução do uso dos coletivos indica a necessidade de mais investimento como reflexo a uma política estruturada para o benefício coletivo.
Sem tal premissa, a tendência dos últimos anos aponta para um agravamento do panorama em todo o país – com elementos locais que podem ser mais preocupantes, como no caso de Pernambuco e da Região Metropolitana do Recife. Aqui, o sucateamento do metrô e o apagamento de linhas intermunicipais deixam os usuários ilhados, ou à mercê das motos por aplicativos.
A falta de infraestrutura para o transporte coletivo não reflete, por sua vez, apenas a escassez de investimentos. O encolhimento e a degradação da frota são provas de que não houve, sequer, cuidado em manter o que estava em uso. Algo similar, em menor grau, ao processo de deterioração do Metrô do Recife. No caso dos ônibus, a decadência observada implica na ausência de um modelo de desenvolvimento definido para a nação e para os estados. Além, pode-se acrescentar, do desinteresse com a gestão metropolitana, para a qual o transporte despontaria como essencial em qualquer planejamento.
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