Estado é o líder na melhoria dos índices da indústria de transformação e do comércio varejista no Brasil no início de 2026, segundo o IBGE
JC
Publicado em 20/04/2026 às 0:00
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Estagnada em diversos setores nas últimas décadas, perdendo espaço e competitividade para estados vizinhos do Nordeste, a economia pernambucana precisa emplacar um ciclo de crescimento diferenciado, a fim de consolidar a recuperação e abrir novos horizontes para a qualidade de vida da população. Neste sentido, os números divulgados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) representam inegável avanço, injetando ânimo e otimismo na indústria e no varejo. Os dois setores se destacam, em nível nacional, no desempenho obtido nos primeiros dois meses de 2026, ratificando arranque importante no ano, em relação à região e ao país.
A alta da indústria foi a maior em todo o território nacional, de 26,4% no acumulado do ano até fevereiro, em comparação com o mesmo período de 2025. Em segundo lugar, atrás de Pernambuco, vem o Mato Grosso do Sul, que cresceu 10,3%, ou seja, menos da metade do alcançado pela indústria pernambucana. Por sua vez, o comércio varejista também encabeçou o ranking nacional, crescendo 12,2% em janeiro e fevereiro, superando o Acre, segundo lugar, com 6,7% de expansão. O setor reúne atividades comerciais realizadas por lojas, supermercados e estabelecimentos de varejo em geral, e o bom desempenho é um vetor positivo de consumo da população.
O destaque industrial vem a reboque da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, sobretudo a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. A metalurgia é outro segmento de impulso, de acordo com o governo estadual, que aponta ainda a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, a produção de borracha e materiais plásticos, a indústria química e o setor de bebidas na lista dos motivos do crescimento detectado pelo IBGE. Vale registrar a importância da indústria tradicional para a economia de Pernambuco.
Destacaram-se no varejo, neste início de ano no estado, os hipermercados e supermercados, com alta de quase 30% em sua performance. Em seguida aparecem a venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com expansão de 13,7%, e de eletrodomésticos, com aumento de 12,4%. Mais uma vez, anote-se o bom momento para os consumidores, em especial, as famílias que gastam nos supermercados e nos demais segmentos identificados em crescimento no desempenho.
Como não poderia deixar de ser, o governo do Estado comemora a estatística do IBGE como fruto de investimentos realizados. Para o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, o ambiente de negócios em Pernambuco está melhor, com simplificações tributária e reformas microeconômicas. Danielle Jar Souto, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, comentou que as cadeias estratégicas estão sendo fortalecidas, “ampliando a competitividade das empresas e garantindo previsibilidade para novos investimentos”.
O importante é que o rumo da restauração econômica se mantenha nos próximos meses e anos, pois o caminho do desenvolvimento e da redução das desigualdades ainda é longo em nosso estado.


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