‘É claro que eu não lidero o gabinete do ódio’, diz Raquel Lyra em sabatina

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‘É claro que eu não lidero o gabinete do ódio’, diz Raquel Lyra em sabatina


Governadora e candidata à reeleição defende gestão e afirma que recuperação do metrô depende de recursos do Governo FederalM.

Por

Larissa Aguiar


Publicado em 07/09/2026 às 13:52
| Atualizado em 07/09/2026 às 13:52


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Em sabatina realizada nesta segunda-feira (7), transmitida pela TV Tribuna, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu as ações de sua gestão e apresentou promessas para um eventual segundo mandato em áreas como mobilidade, saúde, educação e segurança pública.

Ao responder sobre a estrutura de comunicação política conhecida como “gabinete do ódio”, a candidata negou qualquer relação com o comando desse tipo de atuação. Raquel também falou sobre a situação do metrô do Recife, admitiu dificuldades para cumprir a promessa de 250 creches, rebateu dados sobre a redução de leitos do SUS e afirmou ter assumido pessoalmente a condução da segurança pública em Pernambuco.

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Gabinete do Ódio

Questionada sobre acusações relacionadas à existência de uma estrutura de ataques políticos nas redes sociais, Raquel Lyra rejeitou a responsabilidade pela liderança de um eventual “gabinete do ódio”. “É claro que eu não lidero o gabinete do ódio”, afirmou a candidata durante a sabatina.

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A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco, marcada pela troca de críticas entre os principais concorrentes. Raquel procurou apresentar a campanha como uma continuidade do trabalho iniciado em sua primeira gestão e sustentou que o eleitor deve avaliar os resultados do governo antes de decidir o voto.
Metrô

A situação do metrô do Recife foi um dos principais temas da sabatina. Raquel afirmou que a recuperação do sistema depende de uma articulação com o Governo Federal e defendeu a possibilidade de uma concessão pública como alternativa para garantir a continuidade da operação.

Segundo a governadora, a gestão estadual passou os últimos três anos e oito meses discutindo o futuro do metrô com a União e conseguiu antecipar investimentos em acessibilidade, terminais, telhados e dormentes. Ela afirmou ainda ter levado ao ministro responsável e à Presidência da República relatos sobre as condições da estrutura metroviária.

Para Raquel, o primeiro passo é assegurar a incorporação dos cerca de 3,5 mil trabalhadores da CBTU ao Governo Federal, sem demissões. Em seguida, seria necessário um aporte estimado entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões para recuperar o sistema.

A candidata também citou investimentos no transporte complementar ao metrô. De acordo com ela, o Estado conseguiu recursos para a aquisição de 100 ônibus elétricos e incorporou outros 350 veículos, com ar-condicionado, ao sistema metropolitano. Para manter a operação metroviária, defendeu ainda a destinação de R$ 80 milhões anuais.

Creches: promessa de 250 unidades fica para 2027

Na educação infantil, Raquel foi confrontada com a promessa feita em 2022 de construir 250 creches em Pernambuco. A candidata reconheceu que apenas 15 foram entregues até agora, mas afirmou que outras 190 unidades estão em construção e prometeu entregar 100 até dezembro deste ano.

A governadora atribuiu o ritmo inicial das obras à necessidade de estruturar um modelo próprio para as unidades, com definição dos terrenos, terraplanagem e adaptação dos projetos em parceria com as prefeituras. Segundo ela, as 250 creches deverão ser concluídas até o primeiro semestre do próximo ano.
Raquel ressaltou que optou por um padrão próprio de construção, com energia solar e estrutura completa.

Cada unidade, segundo a candidata, representa um investimento de aproximadamente R$ 6 milhões.
A promessa de ampliação da oferta de vagas é apresentada como uma das principais bandeiras sociais de sua campanha. Raquel lembrou que, ao assumir o governo, Pernambuco tinha, segundo ela, a menor cobertura de creches do Nordeste.

Saúde

Na saúde, a candidata foi questionada sobre dados do Ministério da Saúde que apontam uma redução de 1.173 leitos do SUS em Pernambuco durante o período de sua gestão. Raquel contestou a interpretação e afirmou que parte dos leitos contabilizados como fechados correspondia a estruturas criadas emergencialmente durante a pandemia de Covid-19.

“Os leitos que foram fechados eram os leitos de Covid”, afirmou. A governadora sustentou que, paralelamente, sua administração ampliou a oferta por meio da abertura, credenciamento e habilitação de leitos em unidades públicas, filantrópicas e privadas.

Raquel citou a abertura de aproximadamente 600 novos leitos e afirmou que o Estado vem ampliando a estrutura hospitalar. Entre as obras mencionadas estão o Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, com 240 leitos, e quatro hospitais da Mulher em construção, nos municípios de Igarassu, Serra Talhada, Ouricuri e Garanhuns.

A candidata explicou que o Hospital Mestre Dominguinhos deverá ser concluído, conforme o cronograma contratual, em junho do próximo ano. Segundo ela, o projeto foi elaborado pela própria estrutura do Estado e a obra só avançou após a definição de um novo terreno e a obtenção dos recursos necessários.
Raquel também destacou a requalificação do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, e a entrega do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru. Na avaliação da governadora, a estratégia não se limita à construção de novas unidades, mas envolve a recuperação e ampliação da rede existente.

Ela afirmou ainda que a gestão já realizou cerca de 380 mil cirurgias eletivas e reduziu filas de exames de alta complexidade em 10 das 12 regionais de saúde.
Segurança pública

Na segurança, Raquel destacou a redução dos índices gerais de violência, mas foi confrontada com o aumento dos feminicídios. Segundo os dados apresentados na sabatina, Pernambuco registrou 88 casos em 2025, alta de 16% em relação ao ano anterior.

A candidata afirmou que pretende continuar tratando a segurança pública como uma das prioridades de um eventual segundo mandato. Ex-delegada da Polícia Federal, disse que assumirá pessoalmente a liderança da área e que “polícia não se faz no improviso”.

Raquel citou a contratação de 8 mil profissionais de segurança pública após concursos e anunciou outro processo seletivo para 3,9 mil policiais. Para o próximo governo, caso seja reeleita, prometeu pelo menos mais 5 mil novos policiais.

A candidata também destacou investimentos em armamentos, equipamentos de proteção, drones e inteligência. Segundo ela, mais de 20 mil pistolas foram adquiridas, além de fuzis e outros equipamentos. A gestão também destinou recursos para o sistema penitenciário e ampliou mecanismos de monitoramento eletrônico.

Ao tratar especificamente da violência contra a mulher, Raquel citou o sistema de rastreamento de homens monitorados por decisão judicial. Segundo ela, quando uma mulher protegida por medida protetiva aciona o dispositivo, o alerta pode ser encaminhado às forças de segurança para agilizar o atendimento.

A governadora afirmou que os números de feminicídio já apresentam queda de 20% neste ano e defendeu a continuidade das ações de prevenção e repressão.

Nas considerações finais, Raquel Lyra apresentou um balanço do primeiro mandato e tentou reforçar a imagem de uma gestão voltada para investimentos sociais e estruturais. Citou a distribuição diária de 65 mil refeições, a recuperação de cerca de 3 mil quilômetros de estradas, a expansão da segurança pública, a construção de creches e a geração de mais de 200 mil empregos formais.

A candidata pediu novamente a confiança do eleitor pernambucano e afirmou que o Estado estaria preparado para, segundo sua definição, “viver os melhores quatro anos da sua história”.

 

“É claro que eu não lidero o gabinete do ódio”, diz Raquel em sabatina

Em sabatina realizada nesta segunda-feira (7), transmitida pela TV Tribuna, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu as ações de sua gestão e apresentou promessas para um eventual segundo mandato em áreas como mobilidade, saúde, educação e segurança pública. 

Ao responder sobre a estrutura de comunicação política conhecida como “gabinete do ódio”, a candidata negou qualquer relação com o comando desse tipo de atuação. Raquel também falou sobre a situação do metrô do Recife, admitiu dificuldades para cumprir a promessa de 250 creches, rebateu dados sobre a redução de leitos do SUS e afirmou ter assumido pessoalmente a condução da segurança pública em Pernambuco.

Gabinete do Ódio

Questionada sobre acusações relacionadas à existência de uma estrutura de ataques políticos nas redes sociais, Raquel Lyra rejeitou a responsabilidade pela liderança de um eventual “gabinete do ódio”. “É claro que eu não lidero o gabinete do ódio”, afirmou a candidata durante a sabatina.

A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco, marcada pela troca de críticas entre os principais concorrentes. Raquel procurou apresentar a campanha como uma continuidade do trabalho iniciado em sua primeira gestão e sustentou que o eleitor deve avaliar os resultados do governo antes de decidir o voto.

Metrô 


A situação do metrô do Recife foi um dos principais temas da sabatina. Raquel afirmou que a recuperação do sistema depende de uma articulação com o Governo Federal e defendeu a possibilidade de uma concessão pública como alternativa para garantir a continuidade da operação.

Segundo a governadora, a gestão estadual passou os últimos três anos e oito meses discutindo o futuro do metrô com a União e conseguiu antecipar investimentos em acessibilidade, terminais, telhados e dormentes. Ela afirmou ainda ter levado ao ministro responsável e à Presidência da República relatos sobre as condições da estrutura metroviária.

Para Raquel, o primeiro passo é assegurar a incorporação dos cerca de 3,5 mil trabalhadores da CBTU ao Governo Federal, sem demissões. Em seguida, seria necessário um aporte estimado entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões para recuperar o sistema.

A candidata também citou investimentos no transporte complementar ao metrô. De acordo com ela, o Estado conseguiu recursos para a aquisição de 100 ônibus elétricos e incorporou outros 350 veículos, com ar-condicionado, ao sistema metropolitano. Para manter a operação metroviária, defendeu ainda a destinação de R$ 80 milhões anuais.

Creches: promessa de 250 unidades fica para 2027

Na educação infantil, Raquel foi confrontada com a promessa feita em 2022 de construir 250 creches em Pernambuco. A candidata reconheceu que apenas 15 foram entregues até agora, mas afirmou que outras 190 unidades estão em construção e prometeu entregar 100 até dezembro deste ano.

A governadora atribuiu o ritmo inicial das obras à necessidade de estruturar um modelo próprio para as unidades, com definição dos terrenos, terraplanagem e adaptação dos projetos em parceria com as prefeituras. Segundo ela, as 250 creches deverão ser concluídas até o primeiro semestre do próximo ano.

Raquel ressaltou que optou por um padrão próprio de construção, com energia solar e estrutura completa. Cada unidade, segundo a candidata, representa um investimento de aproximadamente R$ 6 milhões. 

A promessa de ampliação da oferta de vagas é apresentada como uma das principais bandeiras sociais de sua campanha. Raquel lembrou que, ao assumir o governo, Pernambuco tinha, segundo ela, a menor cobertura de creches do Nordeste.

Saúde

Na saúde, a candidata foi questionada sobre dados do Ministério da Saúde que apontam uma redução de 1.173 leitos do SUS em Pernambuco durante o período de sua gestão. Raquel contestou a interpretação e afirmou que parte dos leitos contabilizados como fechados correspondia a estruturas criadas emergencialmente durante a pandemia de Covid-19.

“Os leitos que foram fechados eram os leitos de Covid”, afirmou. A governadora sustentou que, paralelamente, sua administração ampliou a oferta por meio da abertura, credenciamento e habilitação de leitos em unidades públicas, filantrópicas e privadas.

Raquel citou a abertura de aproximadamente 600 novos leitos e afirmou que o Estado vem ampliando a estrutura hospitalar. Entre as obras mencionadas estão o Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, com 240 leitos, e quatro hospitais da Mulher em construção, nos municípios de Igarassu, Serra Talhada, Ouricuri e Garanhuns.

A candidata explicou que o Hospital Mestre Dominguinhos deverá ser concluído, conforme o cronograma contratual, em junho do próximo ano. Segundo ela, o projeto foi elaborado pela própria estrutura do Estado e a obra só avançou após a definição de um novo terreno e a obtenção dos recursos necessários.

Raquel também destacou a requalificação do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, e a entrega do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru. Na avaliação da governadora, a estratégia não se limita à construção de novas unidades, mas envolve a recuperação e ampliação da rede existente.

Ela afirmou ainda que a gestão já realizou cerca de 380 mil cirurgias eletivas e reduziu filas de exames de alta complexidade em 10 das 12 regionais de saúde.

Segurança pública

Na segurança, Raquel destacou a redução dos índices gerais de violência, mas foi confrontada com o aumento dos feminicídios. Segundo os dados apresentados na sabatina, Pernambuco registrou 88 casos em 2025, alta de 16% em relação ao ano anterior.

A candidata afirmou que pretende continuar tratando a segurança pública como uma das prioridades de um eventual segundo mandato. Ex-delegada da Polícia Federal, disse que assumirá pessoalmente a liderança da área e que “polícia não se faz no improviso”.

Raquel citou a contratação de 8 mil profissionais de segurança pública após concursos e anunciou outro processo seletivo para 3,9 mil policiais. Para o próximo governo, caso seja reeleita, prometeu pelo menos mais 5 mil novos policiais.

A candidata também destacou investimentos em armamentos, equipamentos de proteção, drones e inteligência. Segundo ela, mais de 20 mil pistolas foram adquiridas, além de fuzis e outros equipamentos. A gestão também destinou recursos para o sistema penitenciário e ampliou mecanismos de monitoramento eletrônico.

Ao tratar especificamente da violência contra a mulher, Raquel citou o sistema de rastreamento de homens monitorados por decisão judicial. Segundo ela, quando uma mulher protegida por medida protetiva aciona o dispositivo, o alerta pode ser encaminhado às forças de segurança para agilizar o atendimento.

A governadora afirmou que os números de feminicídio já apresentam queda de 20% neste ano e defendeu a continuidade das ações de prevenção e repressão.

Nas considerações finais, Raquel Lyra apresentou um balanço do primeiro mandato e tentou reforçar a imagem de uma gestão voltada para investimentos sociais e estruturais. Citou a distribuição diária de 65 mil refeições, a recuperação de cerca de 3 mil quilômetros de estradas, a expansão da segurança pública, a construção de creches e a geração de mais de 200 mil empregos formais.

A candidata pediu novamente a confiança do eleitor pernambucano e afirmou que o Estado estaria preparado para, segundo sua definição, “viver os melhores quatro anos da sua história”.






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