Quando pensamos em igualdade na disputa, ou seja, onde todos os candidatos partem do mesmo ponto para buscar o eleitor, isso é mera utopia
Publicado em 29/10/2024 às 23:16
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Os últimos vereadores eleitos representam a população? Legitimamente sim! De forma democrática, milhões de brasileiros foram às urnas no dia 6 escolher os seus representantes nas Câmaras Municipais e prefeituras, decidindo o rumo das suas cidades pelos próximos quatro anos. Entretanto, quando pensamos em igualdade na disputa política, ou seja, onde todos os candidatos partem do mesmo ponto buscando conquistar você, eleitora ou eleitor, isso é mera utopia.
O poder político é desigual, ou seja, nem todos os grupos possuem acessos aos espaços políticos de decisão, acesso a posições partidárias, redes de conexão com grupos influentes e a capacidade de estruturar uma campanha. Podemos pensar nessa desigualdade em várias frentes, já que é impossível que todos sejam devidamente representados nos espaços parlamentares.
A ideia do nosso atual sistema eleitoral, de representação proporcional, traz a maior possibilidade de eleição de grupos minoritários. Entretanto, o voto em lista aberta, onde votamos nos candidatos, e não lista fechada, onde os votos são nos partidos, leva a um voto no indivíduo, favorecendo ainda mais aqueles que já tem grande capital político.
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Bom, o último censo realizado pelo IBGE, em 2022, colocou Pernambuco como o sétimo estado mais habitado do Brasil, com 9 milhões e 58 mil pessoas. Desse total, quase 4 milhões e 800 mil são mulheres, totalizando mais de 52% da população pernambucana. A maioria dos residentes são negros, com 55% pardos e 10% pretos, seguido por 33% de brancos, 0,9% de indígenas e 0,1% de amarelos. O que tiramos desses números? Que Pernambuco é, majoritariamente, feminino e negro. Mas quantas mulheres e quantos negros foram eleitos, há menos de 20 dias, para representar os eleitores nas câmaras municipais e prefeituras?

Diversidade – Divulgação
Quando olhamos para gênero, a diferença é significativa: De cada 10 vereadores eleitos, 2 são mulheres. Em 2020, 14% dos eleitos eram mulheres, número que aumentou apenas 2% em 2024, chegando a 16%. Já do ponto de vista racial, existe uma maior proximidade com a população, com 49% pardos e 7% de pretos eleitos, totalizando 56% de negros. 42% dos eleitos se autodeclararam como brancos e 1,3% indígenas, saindo de 13 eleitos em 2020 para 29 agora em 2024. Entretanto, temos sempre que olhar os dados raciais com cuidado, pois a autodeclaração é muitas vezes ignorada em seu preenchimento, ou muitas vezes candidatos mudam a sua cor autodeclarada entre um pleito e outro.
Ainda há um longo caminho para ser trilhado quando pensamos em igualdade de gênero e racial nos espaços de poder político, principalmente os eletivos. A pluralidade de perspectivas, vivências e realidades nos legislativos fortalecem e nos lembram de que o ideal de igualdade deve ser perseguido e não circunscrito apenas a hora do voto.
Antônio Fernandes, cientista político e doutorando em Ciência Política pela UFPE, tem como foco de pesquisa eleições, questões raciais e metodologias quantitativas. Contato: antonio.alvestorres@ufpe.br
Bhreno Vieira, doutorando em Ciência Política pela UFPE, professor substituto de Ciência Política do DECISO-UFRPE e membro do grupo de pesquisa de Instituições, Política e Governo (IPG) do DCP-UFPE, tem como foco de pesquisa estudos legislativos e text as data. Contato: bhreno.vieira@ufpe.br

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