Duane “Keffe D” Davis, 63, foi condenado a 40 anos de prisão à prisão perpétua pela morte do rapper americano Tupac Shakur, assassinado em 1996. A sentença foi anunciada nesta terça-feira (13), em um tribunal de Nevada, nos Estados Unidos, após Davis ser considerado culpado de homicídio em primeiro grau em agosto.
A condenação, definida no fim de agosto, prevê 20 anos à prisão perpétua pelo homicídio em primeiro grau e outros 20 anos à prisão perpétua por uma agravante ligada ao uso de arma de fogo. A defesa anunciou que pretende recorrer.
“Durante três anos, ouvi você dizer variações da mesma coisa… ‘Sim, eu estive envolvido nisso. Mas eu sou diferente. Superei isso. Saí de Compton. Agora sou avô’”, disse a juíza Carli Kierny na terça-feira ao proferir a sentença. “Você não tem o direito de tirar um homem de sua família. Você não tem o direito de tirar a vida dele, todo o seu futuro, e simplesmente ir embora”.
O julgamento retomou uma investigação que permaneceu sem uma condenação por décadas. Segundo a acusação, Davis organizou o ataque contra Shakur e forneceu a arma usada pelo atirador. O músico foi baleado quatro vezes em 7 de setembro de 1996, quando estava em um carro que parou em um semáforo em Paradise, na região metropolitana de Las Vegas. Ele morreu seis dias depois, aos 25 anos.
Para sustentar a acusação, os promotores recorreram a declarações dadas pelo próprio Davis ao longo dos últimos 30 anos, inclusive em entrevistas e em um livro de memórias. A defesa argumentou que essas falas, embora incriminadoras, não eram suficientes para comprovar sua participação no assassinato. Os investigadores apontaram Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, ou outro ocupante do carro como possíveis autores dos disparos.














