Dia Nacional da Saúde e Nutrição: um convite à reflexão sobre o que estamos colocando no prato

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Dia Nacional da Saúde e Nutrição: um convite à reflexão sobre o que estamos colocando no prato


Pequenas mudanças, quando mantidas de forma consistente e responsável, são capazes de promover resultados significativos na qualidade de vida

Por

Uyara Lima


Publicado em 31/03/2026 às 13:06
| Atualizado em 31/03/2026 às 13:07



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Neste 31 de março, celebramos o Dia Nacional da Saúde e Nutrição. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento oportuno para refletir sobre as escolhas alimentares feitas no dia a dia e seus impactos na saúde.

Hipócrates, considerado o pai da medicina, já afirmava há mais de 2.400 anos que os alimentos poderiam ser utilizados como forma de cuidado e prevenção. A atualidade dessa reflexão se torna ainda mais evidente diante do cenário alimentar brasileiro.

O padrão alimentar da população apresenta consumo elevado de sódio, açúcar e gorduras saturadas. Como consequência, observa-se o aumento de doenças crônicas como hipertensão, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Não se trata de um processo aleatório, mas de um conjunto de hábitos que, ao longo do tempo, impactam diretamente a saúde.

Nesse contexto, destaca-se a importância da conscientização. Pequenas mudanças, quando mantidas de forma consistente, são capazes de promover resultados significativos na qualidade de vida.

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A valorização de alimentos in natura ou minimamente processados continua sendo uma das estratégias mais eficazes. Itens como arroz, feijão, verduras, frutas, ovos e peixes compõem a base de uma alimentação equilibrada. O Guia Alimentar para a População Brasileira reforça essa abordagem ao priorizar alimentos mais próximos de sua forma natural.

De forma prática, quanto menor o grau de processamento, maior tende a ser o valor nutricional do alimento. Um tomate in natura, por exemplo, apresenta maior qualidade nutricional quando comparado a produtos industrializados à base de tomate. O mesmo raciocínio se aplica às frutas frescas em relação às bebidas industrializadas.

Por outro lado, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados representa um dos principais desafios atuais. Produtos como biscoitos recheados, embutidos, refrigerantes, macarrão instantâneo e fast-food possuem alta densidade energética e baixo valor nutricional, além de serem formulados para estimular o consumo excessivo.

Isso não significa exclusão total, mas sim a necessidade de equilíbrio. Quando esses produtos passam a ocupar grande parte da alimentação, os impactos negativos tendem a surgir ao longo do tempo.

Para quem deseja iniciar mudanças, algumas atitudes simples podem ser adotadas:

1. Priorizar alimentos frescos e naturais no ambiente doméstico
2. Aumentar a ingestão de água ao longo do dia
3. Desenvolver o hábito de cozinhar com mais frequência
4. Realizar as refeições com atenção, evitando distrações
5. Associar alimentação adequada à prática regular de atividade física

A alimentação saudável não deve ser vista como algo restritivo, mas como um direito associado à qualidade de vida. Envolve aspectos culturais, sociais e comportamentais, além da nutrição em si.

Neste Dia Nacional da Saúde e Nutrição, o convite é para uma análise mais consciente do próprio padrão alimentar. Observar a origem dos alimentos, sua composição e seus efeitos no organismo é um passo importante para decisões mais assertivas.

A alimentação pode ser uma aliada na promoção da saúde ou um fator de risco quando negligenciada. A escolha está presente diariamente e seus efeitos são cumulativos ao longo do tempo.

A nutrição é ciência, mas também envolve cultura, comportamento e contexto. Cuidar da alimentação é, acima de tudo, um investimento contínuo em saúde.

*Uyara Lima é nutricionista, especialista em cirurgia bariátrica e emagrecimento, mestre em Ciências Farmacêuticas (UFPE) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. 






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