Chegamos à iminência de ter Judiciário resolvendo tudo ignorando a patuleia que saiu de casa, votou nos mandatários que serão mandados pelo Judiciário
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
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É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
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O QUE É UMA FACÇÃO?
É um substantivo feminino: “partido político; bando sedicioso”, segundo o dicionário de Celso Pedro Luft. Já o Michaelis vai além. A obra da Melhoramentos diz que facção é “grupo dissidente ou partidário: grupo de indivíduos reunidos em torno de uma causa comum, de uma ideologia ou que agem e pensam de forma divergente da maioria do grupo ou partido a que pertencem”.
INTROMISSÃO INDEVIDA…
A interferência inadmissível do Poder Judiciário e dos operadores do Direito no trabalho sério do jornalismo, responsável por mediar o debate eleitoral – entre as ideias dos candidatos e o eleitor – foi usurpada por facções convergentes no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral.
…ENFRAQUECE [DE PROPÓSITO] A DEMOCRACIA
Os debates devem ser livres, como se diz no interior: “Da cintura para baixo, tudo pode”. E os veículos de comunicação precisam sempre dar uma resposta aos grupos políticos que vestem toga. Caso contrário, nas próximas ocasiões, o Judiciário vai decidir até se o café servido aos debatedores já vem com açúcar ou adoçante. Sem outra opção, feito barista de primeira viagem, que pergunta ao consumidor: “açúcar ou adoçante, doutor?”
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CAIADO ESPERNEOU
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, chamou o Poder Judiciário de “trágico protagonista dessa eleição”, dizendo que o país “não aguenta mais essa tutela e jogo de ‘tabuleiro’”.
— Não precisamos só vencer o PT, precisamos de uma reforma geral para arrancar esse país das mãos da impunidade, escreveu o goiano.
BEM FEITO
Já o ministro Alexandre de Moraes, do mesmo STF, multou em R$ 5 mil o advogado Marcelo Martins, defensor de réus no inquérito do 8 de Janeiro, por ele ter usado comandos ocultos, prompt injection, nos argumentos jurídicos.
CONTUDO…
…e Moraes, que escreveu “um relatório de defesa” dele próprio, utilizando-se de um documento interno da Polícia Federal, considerado pela própria corporação “sem valor probatório para embasar uma acusação”? Quem punirá Alexandre de Moraes?
OPERAÇÃO “DRYWALL”
Também chamada de “parede falsa”, ajudou a “guardar” R$ 100 mil que o coronel Vinicius Almeida, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, reservava para usar em sua campanha a deputado estadual pelo Podemos do Amazonas.
THE FLASH
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, prestou contas das ações da Justiça Eleitoral “com o objetivo de rebater críticas sobre acúmulo de decisões”. Os números vieram à tona após o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) pedir ao ministro Flávio Dino, do STF, o afastamento de Nunes Marques e André Mendonça da análise de ações do seu partido, sob a alegação de “demora na análise de casos urgentes”.
CHILE DESBANCA BRASIL NA UNIVERSIDADE
A Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC), com sede central em Santiago, passou à frente da Universidade de São Paulo (USP), consagrando-se, pelo segundo ano seguido, como a melhor escolha de ensino superior da América Latina.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
O que há é que a UC mostrou melhores resultados – conforme o ranking divulgado pela Quacquarelli Symonds (QS), especialista global em educação – em “empregabilidade dos seus alunos”, número de professores por estudante e “reputação acadêmica”.
PENSE NISSO!
Chegamos a um impasse. Com tanta interferência de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral no processo de escolha a que os eleitores estão sendo submetidos, fica até fácil imaginar que seria mais cômodo escolher os 11 ministros do STF e os sete do TSE por meio do voto. Os integrantes do Executivo e do Legislativo seriam de livre escolha desses ministros.
Ora, o sábio Platão, que sabia mais que todos os integrantes desses Poderes juntos. Até mais que Gilmar Mendes que filosofa em alemão e Platão era grego, alertava que, para a escolha do chefe da Nação, basta que a maioria levante a mão, não importando se o eleito tem pouco ou quase nenhum conhecimento.
Logo, se o Judiciário e suas facções convenientes trabalham diuturnamente para substituir o Poder Legislativo e fazem isso escrevendo, monocraticamente, as novas regras que o país passa a cumprir, para que gastar dinheiro com câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais e o Congresso?
Mandem tudo para os 18 supersabichões, e eles resolvem tudo, sem precisar da patuleia sendo obrigada a sair de casa, em pleno domingo, para escolher os mandatários que serão mandados pelo Judiciário.
Pense nisso!










