Morreu na noite desta quinta-feira (11), aos 88 anos, o artista plástico britânico David Hockney. Conhecido por suas piscinas e paisagens ensolaradas, sempre em cores vibrantes, ele se firmou como um dos principais nomes da arte contemporânea entre a década de 1950 e 1960.
Segundo sua assessora de imprensa, Erica Bolton, ele morreu de forma pacífica em sua casa em Londres, um mês antes de seu aniversário de 89 anos. Detalhes sobre a causa da morte não foram divulgados.
Hockney deixa uma obra gigantesca e vibrante em cores, que vai das paisagens verdes de sua Inglaterra natal até as piscinas turquesa da Califórnia.
Figura da pop art dos anos 1960, o artista britânico se destacou pela capacidade de reinvenção constante, dominando primeiro as técnicas acadêmicas antes de apropriar-se das novas tecnologias, com obras elaboradas em iPad depois dos 70 anos.
A criatividade excepcional do britânico foi o foco da maior exposição dedicada à sua obra, no ano passado, na Fundação Louis Vuitton, em Paris, da qual Hockney participou ativamente.
“Sua carreira de sete décadas e sua obra prolífica foram caracterizadas por sua abordagem multimídia na criação de imagens, por uma reflexão intelectual sobre a natureza da representação e da perspectiva, e por um compromisso contínuo em celebrar e retratar o mundo ao seu redor”, afirma o comunicado de sua assessoria.
“Ele deixa o seu parceiro e companheiro de longa data, Jean-Pierre Gonçalves de Lima, o sobrinho-neto Richard, que atuou como assistente de estúdio durante seus últimos anos, os irmãos Philip e John, assim como várias sobrinhas, sobrinhos, sobrinhas-netas e sobrinhos-netos”, acrescenta Bolton no comunicado.












