Crítica: ‘Obsessão’ foge do sobrenatural e usa desejo e controle para construir terror psicológico

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Crítica: ‘Obsessão’ foge do sobrenatural e usa desejo e controle para construir terror psicológico


Longa de Curry Barker aposta em um terror distante dos clichês sobrenaturais e faz das relações humanas o principal elemento de tensão da narrativa



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Um forte candidato a melhor thriller do ano chega aos cinemas nesta quinta-feira (14). “Obsessão”, primeiro longa-metragem de Curry Barker, aposta em um terror psicológico distante dos clichês sobrenaturais e faz das relações humanas o principal elemento de tensão da narrativa.

Sem recorrer a criaturas ou fenômenos inexplicáveis, o filme encontra na realidade uma fonte mais perturbadora de horror. O medo em “Obsessão” nasce do desejo, da dependência emocional e da perda de controle, criando uma atmosfera constante de inquietação.

Misturando romance, suspense, horror psicológico e uma comédia ácida, Curry Barker conduz a trama com equilíbrio entre tensão e ironia e coloca o público em constante de alerta e pânico.

O diretor costura uma narrativa que leva como tema central as relações. Sem recorrer a recursos visuais extraordinários ou tratar o tema com superficialidade, ele coloca desejo, obsessão e controle como aspectos de tensão suficientes para deixar o espectador em estado de suspensão até o último minuto.

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Barker, que tem raízes no gênero da comédia, a partir de esquetes na internet, estreia no cinema com uma narrativa que evita excessos visuais e aposta na densidade emocional dos personagens. Em abril deste ano, Barker foi anunciado como roteirista e diretor de uma nova releitura de “O Massacre da Serra Elétrica”.

Romance dá lugar ao horror psicológico


Divulgação

Relações humanas são o centro da trama de “Obsessão”, longa-metragem de terror que chega aos cinemas nesta quinta-feira (14) – Divulgação

O início de “Obsessão” sugere uma típica comédia romântica adolescente. Bear, interpretado por Michael Johnston, é um jovem apaixonado pela melhor amiga, Nikki, vivida por Inde Navarrette, mas é incapaz de revelar os próprios sentimentos.

Nesta primeira fase, o longa aposta em uma fotografia mais clara e figurinos leves, conduzindo a obra a um aspecto juvenil.

A mudança acontece quando Bear compra um objeto capaz de realizar desejos únicos e decide pedir para se tornar a pessoa que Nikki mais ama no mundo.

A partir desse momento, o romance dá espaço a um thriller sombrio e claustrofóbico. A iluminação passa a explorar contrastes entre escuridão e pontos de luz, intensificando a sensação de aprisionamento.

O filme se torna progressivamente mais denso à medida que os protagonistas percebem que perderam completamente o controle da situação. O que parecia um desejo inocente rapidamente se transforma em um pesadelo sem saída.

As atuações de Michael Johnston e Inde Navarrette reforçam o desconforto emocional da narrativa. Presos às consequências de uma obsessão construída repentinamente, os personagens sustentam a tensão psicológica que move o longa.

“Obsessão” é um thriller que se destaca no gênero sem apelos e com atuações convincentes, trazendo à discussão o desejo, a posse e o controle como instrumentos de horror psicológico e atmosfera permanente de tensão.






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