O catarinense Cristovão Tezza é o vencedor de 2026 do prêmio Machado de Assis, a principal distinção conferida pela Academia Brasileira de Letras. A premiação reconhece o conjunto da obra do romancista de 73 anos.
Tezza tem mais de 40 anos de carreira e é autor de livros como “A Tensão Superficial do Tempo” e “A Tirania do Amor”, editados pela Todavia. Mas sua obra mais reconhecida é “O Filho Eterno”, romance publicado pela Record em 2007, sobre o nascimento de uma criança com síndrome de Down e sua relação com seus pais.
O livro venceu os prêmios Jabuti, São Paulo, Oceanos, APCA e foi também incluído no ranking da Folha dos melhores livros de literatura brasileira do século. A obra ganhou uma adaptação cinematográfica em 2016, dirigida por Paulo Machline.
Tezza já havia sido premiado pela Academia Brasileira de Letras em 2005, quando venceu o prêmio de ficção com o romance “O Fotógrafo”.
Seu livro mais recente, “Visita ao Pai”, foi lançado pela Companhia das Letras. É algo entre biografia, romance e autoficção, em que o autor revisita cadernos escritos por seu pai, João Batista Tezza, intercalando a narrativa entre duas juventudes, uma nos anos 1930 e outra na década de 1960.
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Nos últimos anos, o prêmio Machado de Assis reconheceu autores como Ruy Castro, Ignácio de Loyola Brandão, Adélia Prado e Rubens Ricupero, este o vencedor mais recente. A galeria de premiados conta ainda com nomes históricos da literatura brasileira como Érico Verissimo, Guimarães Rosa e Rachel de Queiroz.
A premiação, no valor de R$ 100 mil, será entregue no dia 23 de julho.















