Cresce a pressão sobre Fachin para realizar sessão secreta no STF

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Cresce a pressão sobre Fachin para realizar sessão secreta no STF


Enquanto isso, no Congresso, o senador Alessandro Vieira quer a convocação extraordinária de senadores para assistirem, na Casa à sessão do Judiciário


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ABRAÇADO COM A LAMA
O pronunciamento que não houve do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não seria uma renúncia, porque “não é do seu perfil”, como diz seu padrinho, o ex-presidente Michel Temer (MDB), nem uma meia-culpa, porque não é do seu caráter.

O MAIS PROVÁVEL
Moraes diria, mas desistiu de fazer, que há uma armação contra ele, que não há provas documentais nem testemunhais e que isso afeta a Corte como um todo e a instituição do Judiciário.

HOME OFFICE
Pelo segundo dia seguido, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, cancelou a sessão da Corte, sem alegar nenhum motivo. Embora até as folhas dos ipês amarelos da SQS 313, onde mora boa parte dos ministros, saibam o real motivo desse trabalho a distância. Fachin ontem não queria o encontro do clorato de potássio com o enxofre e a lixa da caixa de fósforos.

A ANTÍTESE DE CANDIDATOS AO SENADO…
…por Pernambuco é o silêncio ensurdecedor. Da leva de candidatos, dois deles vão representar o estado por oito longos anos, e quase ninguém sai da moita para dizer que, vindo a se tornar senador da República, vai apoiar investigações contra ministros do STF.

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[DES]ANTENADOS
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) entrou com um requerimento para que o Senado Federal realize sessão extraordinária na terça-feira (15), no horário em que o STF estará reunido para debater a crise que enlameia os gabinetes do Judiciário.
– A finalidade é a de que possamos acompanhar a deliberação de perto, com todo o respeito à independência e à harmonia entre os Poderes, com a lembrança de que todos têm o mesmo peso e de que o Legislativo não fugirá às suas atribuições constitucionais de fiscalizar
e de legislar, argumentou.

VALE-REFEIÇÃO
Ganha um prato de carne de sol com pirão de leite, iguaria típica da culinária sergipana, quem convencer o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a acatar o pedido.

REPOUSO REMUNERADO
Na falsa premissa do ministro Flávio Dino, do STF, segundo a qual a ausência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no comando da corporação poderia tumultuá-la e interferiria diretamente no andamento de apurações importantes, imagine você a bagunça na repartição quando Andrei sai de férias.

ÁGUA NO FEIJÃO
Um irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, duas cunhadas e os sogros poderão visitá-lo às quartas e aos sábados, desde que a conversa não ultrapasse duas horas. A medida de Alexandre de Moraes vai dar um sossego à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), em campanha por uma vaga no Senado Federal e bem distante dos palanques de Flávio, seu enteado.

SEM FLÁVIO NO VÍDEO
O ex-governador Anthony Garotinho (PSD) deu uma notícia ao comitê de campanha de Flávio Bolsonaro, com gosto do princípio ativo semelhante ao clonazepam. Segundo ele, nos 12 minutos de filmagem de uma festa pouco “católica”, promovida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, no litoral baiano, o filho mais velho de Jair Bolsonaro “não aparece nas filmagens”. Ufa!

‘MISERICÓRDIA!’
Diria minha avó, Joana Francisca da Conceição, se viva estivesse e lhe chegasse às oiças a frase da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva: “Esse é o verdadeiro ungido de Deus”, ao se referir ao marido.

PENSE NISSO!
Passando pela BR-020, rumo a Goiânia (GO), onde fui torrar um café de origem no Cerrado mineiro, dou de cara com a traseira de um caminhão com um ditado bem próprio para estes dias: “O mundo não gira, ele capota”.

Quantas milhares de pessoas leem aquela máxima no mundo dos caminhoneiros e, trazendo-o para os dias atuais, não é que há um fundo de verdade em tudo isso?

De uma hora para outra, um ministro derruba o chefão da Polícia Federal; logo depois, outro ministro reconduz o chefão ao comando da corporação. Vem uma terceira decisão, deixando tudo como está, para ver como é que fica.

Ou, como diria outra filosofia das estradas: “Se correr, o guarda prende. Se parar, o banco toma”.

É bem assim!

Pense nisso!

 

 






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