Conheça o duo canadense Angine de Poitrine, que virou fenômeno após viralizar

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Conheça o duo canadense Angine de Poitrine, que virou fenômeno após viralizar


Um sucesso “instantâneo” que levou 20 anos para acontecer. Assim pode ser definido o duo canadense Angine de Poitrine, a banda mais comentada dos últimos tempos. Em 5 de fevereiro de 2026, um vídeo da dupla tocando ao vivo durante o festival musical Transmusicales em Rennes, na França, foi ao ar no canal de YouTube da rádio americana Kexp.

Desde então, o vídeo acumulou 7 milhões de visualizações, e o Angine de Poitrine virou um fenômeno global, merecendo reportagens entusiasmadas em sites musicais e o endosso de artistas como o baterista da banda Dream Theater, Mike Portnoy, e o produtor musical e apresentador Rick Beato.

O Angine de Poitrine –angina de peito, em francês– é um duo da cidade de Sagenay, em Quebec, no Canadá, formado por Khn de Poitrine e Klek de Poitrine. Klek é baterista e Khn usa uma guitarra/baixo microtonal, instrumento que permite tocar microtons –nas escalas ocidentais tradicionais, as “notas entre as notas”. O duo se apresenta com fantasias feitas de papel machê e faz um impressionante math-rock instrumental que por vezes cai para o jazz-fusion e por outros decola num surf-rock infernal.

Em entrevistas em vídeo, o duo fala num idioma inventado e o “tradutor” (na verdade, empresário) traduz. Mas em entrevistas por telefone, como uma realizada para uma emissora de TV canadense, a dupla falou sobre sua música. “Tocar música microtonal é um desafio”, diz Khn. “Se eu me divirto com 12 notas, por que não tentar com 24 notas e ver onde isso pode chegar? Nossa ideia é experimentar com um estilo mais modal e moderno de jazz-rock.”

A banda acaba de lançar seu segundo disco, “Volume 2”, com seis faixas que mantêm a pegada do primeiro LP, lançado em 2024, uma empolgante mistura de rock, jazz e experimentalismos, por vezes lembrando bandas como Primus e King Gizzard and the Lizard Wizard.

Não é uma música fácil ou comercial, mas a receptividade do público tem sido impressionante. Dois meses atrás, antes da célebre sessão para a Kexp, o Angine de Poitrine tinha cerca de 70 mil seguidores no Spotify. Hoje o número passa de um milhão. O cachê da banda subiu nada menos de dez vezes nos últimos 60 dias, e uma turnê europeia, anunciada poucos dias atrás, já tem mais da metade das datas com ingressos esgotados.

O interesse mundial pelo Angine de Poitrine fez muita gente tentar descobrir a real identidade da dupla, e rapidamente começaram a surgir na Internet vídeos de antigos projetos dos dois. Um deles, chamado La Poexe, mostra Khn (Marc Mackin) e Klek (Charles Thibeault) sem máscaras, tocando um rock instrumental bem mais pesado e distorcido do que a música atual.

Informações divulgadas em sites musicais dizem que os dois tocam juntos há duas décadas e são figuras conhecidas na cena da música alternativa de Quebec.

O projeto Angine Poitrine surgiu em 2019, e a ideia de subir ao palco usando fantasias teria surgido quando foram contratados para tocar em um mesmo clube na mesma semana. A solução foi criar as fantasias e esconder a identidade na segunda noite.

“Foi uma espécie de piada ao estilo do Andy Kaufman (comediante norte-americano, interpretado por Jim Carrey no filme “O Mundo de Andy”, conhecido por seus trotes e piadas em que usava fantasias para confundir as pessoas) para tentar uma nova proposta musical e fingir que não éramos nós”, diz Khn.

Logo depois, a pandemia deu à dupla bastante tempo para ensaiar, compor e aprimorar o estilo visual e sonoro do Angine de Poitrine.

“Não acho que somos uma novidade ou que estamos fazendo algo completamente novo”, diz Klek, “Mas talvez exista algo diferente sobre nós e isso, de alguma forma, agradou ao público. Mas não há uma linguagem, não há significado político, somos apenas dois caras estranhos fazendo música juntos”.



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