Início de vigência da nova taxa de importação aos produtos brasileiros traz reflexos em todo o Brasil, especialmente em áreas no Nordeste
JC
Publicado em 11/08/2025 às 0:00
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Enquanto os chefes de Estado trocam telefonemas cheios de rituais, a diplomacia busca enxergar horizontes para consensos, e comitivas empresariais e políticas se esforçam para fazer alguma diferença, os efeitos das novas tarifas de importação dos Estados Unidos para o mundo começam a ser sentidos na ponta dos negócios, na forma de prejuízos anunciados. No Brasil, praticamente em todos os estados as consequências já são percebidas, afetando maiores ou menores fatias das exportações direcionadas aos consumidores norte-americanos. Mesmo com a forte redução da incidência sobre grande variedade de produtos, os que restaram na lista são suficientes para comprometer as economias locais e importantes setores produtivos, que clamam por compensações e proteções diante das incertezas nos próximos meses, e talvez anos, com a reconfiguração do mercado global a partir do tarifaço de 2025.
Levantamento do jornal Folha de S. Paulo, com base em dados do governo federal, indica que em pelo menos 22 estados brasileiros, a metade das vendas aos EUA está sob a nova tarifa de 50%, enquanto em 8 estados o impacto se dá sobre 95% dos produtos comercializados. Ou seja, os impactos no Brasil continuam sendo notáveis, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o comércio internacional pode responder por parcela significativa do dinamismo local. Na região nordestina, o Ceará, a Paraíba e Alagoas são os mais prejudicados, em termos relativos, pela sobretaxa determinada por Donald Trump. Se a verificação for em termos absolutos, a região Sudeste é a que sofre mais, pelo volume de vendas aos Estados Unidos.
Em Pernambuco, embora o peso dos EUA no cômputo geral das exportações seja menor do que 10%, quase 90% do que é embarcado para lá está submetido à sobretaxa que começou a vigorar no último dia 6. Então, a economia pernambucana também sentirá as consequências, solicitando medidas urgentes de proteção para manter os fluxos comerciais, a renda e os postos de trabalho ameaçados. “No Nordeste, grande parte dos produtos – frutas, pescados, calçados, vestuário – será taxada. No geral, são itens de baixo valor agregado, com mão de obra pouco qualificada”, aponta o economista Flávio Barreto, que estuda o impacto das tarifas nas regiões brasileiras. Polos agroindustriais como o do Vale do São Francisco ficam expostos ao tarifaço, demandando atenção especial da gestão pública, e rápida movimentação estratégica para o reposicionamento no mercado.
O resultado das baixas nas importações em decorrência das tarifas limitantes das vendas para os Estados Unidos ainda será dimensionado. Mas o que já se desenha, seja qual for o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) dos estados, é a necessidade de apoio imediato a algumas áreas e suas cadeias produtivas, de modo a permitir a adaptação à nova realidade – e a mudança da clientela externa, quando possível. Governos estaduais e municipais devem participar, em articulação com o governo federal, de políticas emergenciais para que a população diretamente atingida pelo rompimento de relações econômicas, não sinta tanto o baque da desarrumação na praça global.
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