Como as empresas brasileiras estão se preparando para cuidar da saúde mental de seus funcionários daqui a dois meses

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Como as empresas brasileiras estão se preparando para cuidar da saúde mental de seus funcionários daqui a dois meses


Empresas querem o adiamento do cumprimento de normas sobre riscos psicossociais no ambiente da empresa e respeito à saúde mental dos trabalhadores.



Clique aqui e escute a matéria

No meio do debate sobre a jornada 6×1, um assunto preocupa cada vez mais empresas com a aproximação da entrada em vigor — daqui a dois meses — da  NR-1, uma das mais importantes mudanças na abordagem da questão das relações do trabalho e que amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais no ambiente dentro da empresa.

A NR-1 é a norma que define as regras gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) aprovada em agosto de 2024, quando o governo atualizou o texto e incluiu mudanças importantes. Se não for adiada, ela deve entrar no próximo dia 26 de maio, portanto, daqui a exatos 60 dias.

Pressão das empresas

O jogo de pressão das entidades empresariais é para que o governo deixe a NR-1 para 2027 para uma maior preparação. Mas um grupo de oito entidades ligadas à saúde e segurança do trabalho entregou ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, carta na qual solicita a aplicação imediata das regras previstas na NR-1 com penalização às empresas que não implantarem as mudanças a respeito da saúde mental dos trabalhadores.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

O ministro admitiu a possibilidade de novo adiamento em reunião com representantes empresariais há cerca de duas semanas. Ele disse que poderia estudar a medida, desde que as entidades se organizassem.


Divulgação

Ana Addobbati, CEO do Instituto Livre de Assédio. – Divulgação

Falta de governança

Mas para especialistas no tema como Ana Addobbati, CEO do Instituto Livre de Assédio, “Não é falta de norma, é falta de governança. Adiar a fiscalização da NR-1 enquanto se reconhece a importância de documentar, registrar e tratar casos é contraditório. Se as entidades patronais não trouxerem caminhos concretos para implementação, continuaremos normalizando sobrecarga e má gestão da pressão por resultado — especialmente em um contexto já tensionado como o da escala 6×1.”

Addobbati, uma pernambucana cuja empresa já vem atuando junto a grandes empresas em questões trabalhistas relacionadas a ações de empregados se queixando de danos a saúde mental, coordenou uma pesquisa sobre gestão de riscos psicossociais nas empresas brasileiras.

A investigação “Ambientes Seguros e Saudáveis: A gestão dos riscos psicossociais nas empresas brasileiras”, conduzida pelo Instituto Livre de Assédio, identificou que, em uma escala de 1 (menor maturidade) a 5 (maior maturidade), a maior parcela das organizações se posiciona no nível 3. Ou seja, estão nos estágios intermediários.


Divulgação

NR-1 e saúde mental do trabalhador. – Divulgação

Custo da pressão

O diferencial do trabalho do Instituto Livre de Assédio é que ele foca nos custos que a falta de atendimento às normas previstas na NR-1 pode acarretar às empresas em ações na Justiça do Trabalho que tem sido muito dura com empregadores.

Segundo Addobbati, iniciativas voltadas ao assédio moral e à discriminação apresentam maior presença de políticas formalizadas. Já os temas ligados ao estresse, à sobrecarga de trabalho e à saúde mental registram proporção mais elevada de respostas “não” ou “em elaboração”.

Histórico jurídico

O padrão sugere que pautas com maior histórico jurídico e regulatório tendem a apresentar maior institucionalização, enquanto fatores relacionados à organização do trabalho e ao equilíbrio emocional ainda avançam de forma gradual dentro das estruturas corporativas.

E tudo isso ganha relevância no contexto da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais. Mas para o funcionamento das empresas.

Controle sistemático

Porque ainda que não trate exclusivamente de riscos psicossociais, a exigência de identificação, avaliação e controle sistemático de fatores que possam afetar a saúde do trabalhador amplia a necessidade de incorporá-los às rotinas formais de compliance e gestão.

Para Ana Addobbati, o que as empresas precisam entender é que o novo ambiente regulatório exige maior formalização interna. “A maturidade institucional passa por transformar prevenção, acolhimento em cultura, responsabilização em processos mensuráveis e integrados à governança corporativa, indo além dos treinamentos de onboarding e canal de denúncia obrigatórios.”

Lacunas na gestão

E, segundo ela, lacunas na gestão de sobrecarga e saúde mental podem impactar indicadores como produtividade, absenteísmo e rotatividade. “A ausência de políticas estruturadas tende a aumentar a exposição a disputas trabalhistas e a custos indiretos relacionados à gestão de pessoas.”

Na prática, para as empresas, a atualização da NR-1 significa reforçar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora precisa ser efetivamente completo, colocando no ambiente de trabalho os riscos psicossociais. E um novo centro de custos.

Risco à saúde

A norma também reforça o direito do trabalhador de interromper atividades quando identificar risco grave à sua saúde, incluindo situações de desgaste mental intenso, sem sofrer punições. Os empregados e representantes internos podem, com a NR-1, solicitar a revisão das medidas adotadas quando entenderem que os problemas não estão sendo tratados de forma adequada.

E o quadro não é bom. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental. Isso traz implicações técnicas e jurídicas relevantes para as empresas. Quer dizer novos itens de custo tanto para os empregados da empresa quanto para a empresa quando a saúde demanda ações da Justiça do Trabalho.

Entre 2020 e 2024, a Justiça do Trabalho, em todas as suas instâncias, recebeu 458.164 novas ações envolvendo pedidos de indenização por dano moral decorrente de assédio moral no trabalho. Não tem a ver com a reputação das empresas; tem a ver com custos financeiros mesmo.

Brasil no mapa do IVA

Na conversa que teve ontem no debate da Rádio Jornal, com Natália Ribeiro sobre a reforma tributária, o tributarista Tiago Carneiro ( que também lidera a Associação Comercial de Pernambuco) disse acreditar que a implantação da Reforma Tributária terá como ganho internacional o de colocar o Brasil no grupo de 154 nações (o Brasil será o 155º) a adotar o IVA, o que dará ao investidor internacional condições de comparar a tributação de seu negócio com outros países.

Sabemos que a jornada ainda não nos permite dizer como chegaremos. Mas agora temos os instrumentos. A tecnologia nos ajudará a reduzir o gap de arrecadação (aquilo que a empresa apura e é tributada, mesmo que não receba a fatura) estimado pela Receita Federal em 20%, já que a tramitação da apuração do imposto, em tempo real, permitirá aos atores saberem onde a cadeia parou.

Thiago Carneiro participa do II Summit Reforma Tributária, evento promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP), que será realizado no dia 26 de março, no Novotel Recife Marina, no Recife, encontro que reunirá empresários e executivos para aprofundar o debate sobre governança, compliance e gestão de riscos diante do novo cenário tributário.

Porto Novo Recife

O Novotel Recife Marina e o Recife Expo Center firmaram parceria para oferecer vantagens a quem participa de feiras, congressos e eventos no equipamento do Complexo Porto Novo Recife. Expositores e visitantes credenciados passam a contar com descontos no restaurante Kais 0, mediante apresentação da credencial do evento.


Divulgação

Crescimento de venda de energia eólica e solar no Ambiente de Contratação Livre – Divulgação

Contratação Livre

O volume negociado nos contratos de longo prazo e de autoprodução de energia eólica e solar no Ambiente de Contratação Livre (ACL) teve um ano recorde em 2025, consolidando uma nova fase de maturidade e sofisticação no chamado mercado livre de energia.

A 10ª edição do estudo dos contratos de longo prazo de energia eólica e solar no Ambiente de Contratação Livre (ACL), da CELA (Clean Energy Latin America), mapeou 40 contratos assinados em 2025, com 1.207 megawatts-médio (MWmédios) negociados e 4,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada nos empreendimentos. No total, a energia contratada representa cerca de R$ 88,8 bilhões em movimentação financeira em uma década.

De acordo com a análise da CELA, o principal movimento estrutural da última década foi a consolidação da Autoprodução de Energia (APE) como modelo dominante no mercado livre (ACL). A modalidade já representa 62% do volume histórico analisado e respondeu por 100% do volume comercializado no último ciclo da mostra, reforçando a mudança do mercado de PPAs tradicionais para estruturas mais sofisticadas e customizadas.


Divulgação

Complexo portuário de Suape movimentou 4.277.991 toneladas em dois meses.j – Divulgação

Crescimento de Suape

Nos dois primeiros meses de 2026, o complexo portuário de Suape movimentou 4.277.991 toneladas — um crescimento expressivo de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de atracações chegou a 269 navios (+23,4%), reforçando o ritmo acelerado das operações. O grande destaque ficou para os granéis líquidos (petróleo e derivados), que cresceram 40,9%, somando 2.806.868 toneladas e respondendo por 65,6% de toda a movimentação.

Já os contêineres também mantiveram desempenho positivo, com 112.459 TEUs e alta de 11,5%, consolidando Suape como um hub estratégico no Nordeste. Outros segmentos acompanharam esse avanço: os granéis sólidos (como trigo, clínquer e coque) cresceram 39,3%, totalizando 220.282 toneladas. Já a carga geral solta (produtos siderúrgicos e açúcar ensacado) subiu 10,7%, com 123.979 toneladas.

South Summit Brazil

Representada pelo presidente Italo Nogueira, a APONTI esteve na 5ª edição do South Summit Brazil, em Porto Alegre, a convite do Instituto Caldeira, numa agenda que reúne mais de 700 palestrantes e líderes de empresas globais. Com o tema “Human by Design”, a edição de 2026 destaca o papel da Inteligência Artificial centrada no humano, além de ampliar discussões sobre agronegócio, sustentabilidade e novos modelos de negócios. O South Summit Brazil projeta receber mais de 20 mil participantes.

CaruaruPrev

O CaruaruPrev, plano de previdência municipal, ficou em 9º lugar na categoria Segurados, durante o 8º Prêmio Nacional de Inovação Previdenciária, que aconteceu, este mês, em Maceió-AL. Venceu o projeto “Foco Previdenciário”, iniciativa inovadora que utiliza o Instagram como ferramenta de educação e aproximação com os segurados, tornando os conteúdos mais didáticos e atrativos.

Conecta Nordeste

O SESI-PE será sede do Conecta Nordeste 2026: o 1º Fórum de Inteligência e Compras Estratégicas do Nordeste, considerado o maior evento de suprimentos e logística da região. A iniciativa acontece nesta sexta-feira (27), na Fiepe, reunindo lideranças empresariais e especialistas com a participação de empresas como FIEPE, Solar Coca-Cola, Natto, Fibrasa, Baterias Moura, Oben Group, além do próprio SESI-PE.





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *