Mais de 18% dos homicídios no Estado ocorreram na capital, em 2025. Pesquisador diz que município precisa assumir protagonismo para queda da violência
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Recife encerrou o ano de 2025 com taxa de 36,01 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. O resultado foi acima da média do Estado, que registrou índice de 32,74 óbitos, o menor da série histórica iniciada em 2004. O desempenho coloca a capital no centro da estratégia para que o programa Juntos pela Segurança consiga alcançar a meta de redução de 30% nesses crimes em relação a 2022, ano anterior ao início da gestão Raquel Lyra.
Das 3130 mortes somadas pela polícia em Pernambuco no ano passado, 572 ocorreram no Recife, ou seja, 18,27% do total. Na avaliação do pesquisador, consultor e especialista em Governança, Estratégias e Sistemas de Segurança Pública Armando Nascimento, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), esse número demonstra que o município tem papel relevante para a redução da violência no Estado.
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“O Recife, pela sua centralidade e peso estatístico, não pode se limitar a ser coadjuvante. Precisa assumir papel de ente estratégico do SUSP [Sistema Único de Segurança Pública], com governança, planejamento, integração e uma Guarda Municipal plenamente inserida na lógica da prevenção e da proteção da vida.
Reduzir as mortes violentas intencionais no Estado passa, necessariamente, por transformar o município – especialmente a capital – de espaço do problema em parte central da solução”, disse Nascimento.
Apesar de não contar com um plano de segurança municipal, a Prefeitura do Recife, ao longo dos últimos anos, investiu na criação de Centros Comunitários da Paz (Compaz), com foco na prevenção à violência. Além disso, para 2026, a Guarda Municipal começará a usar arma de fogo e terá novas atribuições na segurança. O efetivo de profissionais, porém, está defasado e não há previsão de concurso público – o último ocorreu há mais de uma década.
DESAFIO DE ATINGIR A META DO JUNTOS PELA SEGURANÇA
O programa Juntos pela Segurança, lançado pela governadora Raquel Lyra em 2023, promete uma redução de 30% nos principais indicadores da violência ao final de 2026, comparando com o resultado de 2022.
Pernambuco registrou 3.427 mortes violentas intencionais em 2022. Para que a meta seja cumprida, o Estado precisará encerrar 2026 com, no máximo, 2.399 pessoas assassinadas.
Para Armando Nascimento, o Estado encontrará dificuldades e as chances são muito baixas de atingir a meta de redução de 30% nas mortes.
“A tendência da série (2022–2025) é de queda moderada. Embora o resultado sinalize reversão do padrão de crescimento [das mortes], a magnitude da redução é insuficiente para sustentar, por inércia estatística, a meta de redução de 30% até 2026, o que demandaria uma queda extraordinária de cerca de 23% em um único ano”, afirmou.
O pesquisador reforçou que os municípios com maiores taxas de mortes precisam ter altas quedas ao longo deste ano para que a meta do Juntos pela Segurança seja cumprida. O Cabo de Santo Agostinho, por exemplo, teve taxa de 65 mortes por 100 mil habitantes em 2025. O município de São Lourenço da Mata chegou ao índice de 54,14 óbitos por 100 mil habitantes.
“Os dados demonstram que sem municípios fortes, não há política estadual de segurança eficaz”, concluiu.



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