Com produtor de ‘Friends’, Rio2C espera 50 mil pessoas ao reunir indústria criativa

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Com produtor de ‘Friends’, Rio2C espera 50 mil pessoas ao reunir indústria criativa


Criado como um encontro voltado ao audiovisual, o Rio2C chega à sua nona edição com expectativa de receber mais de 50 mil participantes ao longo de seis dias, cerca de 2.000 palestrantes, 21 palcos e a presença de 483 empresas, plataformas, produtoras e instituições ligadas à indústria criativa.

O evento acontece nesta semana, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, depois de ampliar bastante seu escopo desde a criação, em 2018. Segundo Rafael Lazarini, idealizador do Rio2C, essa transformação acompanhou mudanças da própria indústria criativa.

“Uma série pode vir de um game, criadores podem atuar como empresas de mídia e o músico hoje pode se transformar numa plataforma de comunidade em volta dele mesmo”, diz Lazarini.

Nascido a partir do RioContentMarket, mercado dedicado ao audiovisual, o encontro incorporou ao longo dos anos música, games, publicidade, influenciadores, tecnologia e outras áreas que passaram a se misturar de forma mais intensa.

Hoje o Rio2C é dividido em quatro frentes —”Summit”, “Conferência”, “Mercados” e “Festivalia”. A primeira reúne debates mais concentrados sobre áreas específicas; a segunda abriga painéis e keynotes; os Mercados funcionam como área de negócios; e a Festivalia foi criada para estudantes e jovens profissionais.

Entre os convidados anunciados para esta edição estão o produtor executivo Adam Chase, ligado a “Friends”, o humorista Fabio Porchat e o cantor João Gomes. O evento também terá painéis com roteiristas, executivos, artistas e criadores ligados a audiovisual, música e plataformas digitais.

Parte importante do evento acontece fora dos palcos. Nos “Mercados”, projetos são apresentados em sessões de pitching, rodadas individuais de negócios e encontros com empresas e executivos do setor. Na edição passada, foram realizadas mais de mil rodadas de negócios.

A organização estima impacto próximo de R$ 500 milhões na economia do Rio de Janeiro nesta edição. Cerca de um terço desse valor corresponderia ao impacto econômico direto na cidade, com geração de emprego e renda. O restante estaria ligado a negócios gerados a partir dos encontros realizados durante o evento.

Outra mudança apontada pela organização foi o crescimento da presença internacional, principalmente de países latino-americanos. Segundo Lazarini, executivos, artistas e produtores da região passaram a enxergar o Rio2C como espaço de encontro. Neste ano, o evento terá também um encontro de autoridades ligadas à cultura de países ibero-americanos.

Durante a semana, o perfil do público é predominantemente profissional. Lazarini afirma que a maior parte dos participantes vem de fora do Rio e que, nesses dias, o evento recebe mais pessoas de São Paulo do que da própria capital fluminense.

No fim de semana, o ambiente muda. O evento assume características mais próximas de um festival e passa a atrair principalmente estudantes, universitários e jovens profissionais interessados em ingressar em áreas ligadas à economia criativa.

A inteligência artificial aparece espalhada por praticamente toda a programação deste ano, mas a organização afirma ter evitado criar um palco específico para o tema. A ideia foi discutir a tecnologia em diferentes contextos, do audiovisual à música, sem transformá-la em atração isolada. “A inteligência artificial é um assunto transversal”, diz Lazarini.

Ele afirma que a curadoria tenta evitar tanto o entusiasmo automático quanto leituras puramente catastróficas sobre novas ferramentas. Para Lazarini, a experiência recente mostrou que parte das tendências tecnológicas costuma gerar ciclos rápidos de euforia antes de perder força.

Ao lembrar exemplos recentes, ele cita os NFTs e o Clubhouse. No caso da rede social de áudio, Lazarini recorda discussões sobre transmissões esportivas comentadas dentro da plataforma, apresentadas então como novidade. “Meu Deus do céu, o nome disso é rádio”, diz.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *