INVESTIGAÇÃO
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Em depoimento, Charles Belarmino de Queiroz negou acusações de beneficiar presos em troca de propina, mas reconheceu uso de aparelhos na unidade
Raphael Guerra
Publicado em 02/04/2025 às 12:03
| Atualizado em 02/04/2025 às 17:35
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Em depoimento à Polícia Federal, o ex-diretor do Presídio de Igarassu Charles Belarmino de Queiroz, preso em operação da Polícia Federal no mês de fevereiro, negou as acusações de que beneficiava presos em troca de propina. Mas reconheceu que sabia e até presenciava detentos usando celulares.
A coluna Segurança teve acesso ao depoimento, colhido em 6 de março, dias após a prisão do ex-diretor e de mais sete policiais penais suspeitos de crimes como corrupção e associação criminosa.
No depoimento, Charles declarou que tinha “ciência de que, no interior do presídio, diversos presos mantinham aparelhos celulares com acesso à internet”. E afirmou que alguns entravam na unidade “com ciência e a pedido de autoridades policiais da Polícia Civil de Pernambuco”. Ele falou, inclusive, o nome de um delegado que teria solicitado essa entrada de celulares.
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Sobre as acusações de que permitia a entrada de tatuadores profissionais, visitantes não cadastrados e que cobrava taxas para a entrada de materiais ilícitos no presídio, a exemplo de drogas e bebidas, o ex-diretor negou.
As investigações apontaram que o presidiário Lyferson Barbosa da Silva exercia uma forte liderança no pavilhão onde cumpria pena e que tinha contato direto com Charles e com outros policiais penais em cargos de supervisão. O contato era feito por meio de mensagens de WhatsApp.
Charles reconheceu, em depoimento, que já presenciou Lyferson usando celular na unidade prisional “na presença de policiais civis”.
Disse ainda que “conversou com Lyferson por meio do aplicativo WhatsApp algumas vezes”. Mas argumentou que o “teor da conversa se limitava ao bom andamento do presídio e não a atividades ilícitas”.
Em relação às festas com bebidas alcoólicas e garotas de programa no Presídio de Igarassu, cujas imagens circularam pelas redes sociais, Charles declarou que “nunca tomou conhecimento” e que “nunca recebeu presentes de qualquer preso”.
Charles exerceu o cargo de diretor do Presídio de Igarassu entre 1º de abril de 2016 até o final de 2024, quando foi exonerado pela governadora Raquel Lyra em meio às fortes denúncias de corrupção na unidade.
Ele e os outros sete policiais penais investigados continuam presos.
Segundo a Polícia Federal, os investigados devem responder pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas; lavagem de dinheiro; corrupção; prevaricação; promoção ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em presídio; participação em organização criminosa.
CORREGEDORIA DA SDS
Após a operação que cumpriu os mandados de prisão preventiva contra os policiais penais, a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) instaurou processo administrativo disciplinar para apurar a conduta deles. A apuração pode resultar nas demissões.
A Corregedoria solicitou à Polícia Federal o compartilhamento do inquérito como forma de agilizar o andamento do processo.
Sobre as denúncias do ex-diretor do Presídio de Igarassu, a Corregedoria informou, em nota, que permanece aguardando “autorização judicial para o envio do inquérito da PF para poder investigar as condutas constantes no depoimento”.

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