São Paulo
O restaurante Casa do Saulo está de volta à capital em um novo endereço: um casarão na rua Bela Cintra, 954, em frente à nova unidade do Bar Brahma. Ali, oferece pratos com ingredientes típicos da região de Santarém (PA), banhada pelo rio Tapajós, em soft opening a partir desta quinta-feira (23). A previsão é abrir oficialmente dia 28 de julho.
O paraense Saulo Jennings comanda outras quatro unidades do negócio: no Rio de Janeiro e no Pará. Antes, manteve uma filial paulistana na Vila Olímpia, região sul da cidade, que fechou em novembro do ano passado. Agora, reabre na capital paulista em um casarão construído entre os anos 1913 e 1914, localizado a 150 m da avenida Paulista.
O imóvel de 750 m² tem uma varanda à frente com um pequeno jardim, onde funcionará um café, ainda sem data de inauguração prevista. A ideia é servir quitutes, como quiches de pirarucu defumado, ao som de vinis de artistas paraenses.
O bar e o salão principal, com capacidade para acomodar 150 pessoas, ficam nos fundos, sobre um deque. Ali também fica a área de churrasqueira e braseados, onde será preparada a piracaia. “‘Pira’ significa peixe e ‘caia’, fogo. É onde vou fazer assados de pirarucus gigantes, de filhotes grandes e de outros peixes inteiros”, afirma Saulo.
Os assados, muitos deles peixes amazônicos, são acompanhados por banana-da-terra, arroz de chicória amazônica, farofa e vinagrete de feijão-de-santarém. No menu, há banda de tambaqui (R$ 319), filhote (R$ 279), ventrecha de pirarucu (R$ 259) e surubim (R$ 269).
Alguns clássicos do cardápio estão de volta, como o prato que leva o nome da casa, preparado com filé de pirarucu ao molho de castanha-do-pará, banana-da-terra frita e camarão-rosa (R$ 139).
A novidade fica por conta dos tapa-jônicos, como o chef batizou tapas (porções ou bocados) que misturam referências brasileiras a de outros cantos do mundo. Entre os destaques estão o charutinho de pato com redução de tucupi (R$ 59) e o pirão (R$ 79), com caldo de peixe e camarão, farinha de mandioca e ervas amazônicas.
O chef conta que o retorno à capital paulista faz parte de um esforço de tornar essa cozinha familiar país afora. “Quero contribuir para que os povos do Sudeste e do Sul entendam que a Amazônia também é deles”, afirma o chef.
Os insumos chegam de avião diretamente de Belém, fornecidos semanalmente a partir do trabalho de comunidades ribeirinhas.
Saulo deu início ao negócio em 2009, na cidade de Santarém (PA). Instrutor de kitesurfe, esporte aquático, nas praias do rio Tapajós, cozinhava e recebia grupos de alunos após as aulas em sua própria varanda.
Hoje, o restaurante também está presente no Museu do Amanhã (RJ), na Casa das Onze Janelas (PA) e no Atrium Hotel Quinta de Pedras (PA).
Nomeado o primeiro Embaixador Gastronômico da ONU para Turismo no mundo, em 2024, Saulo também foi o responsável pela alimentação dos chefes de Estado durante a COP30, em 2025.
Mesmo antes de abrir a unidade oficialmente, o chef já adianta os próximos passos na cidade. Para o futuro, quer abrir uma Casa do Saulo Burguer. A hamburgueria já existe em Santarém (PA) e conta com lanches que priorizam ingredientes amazônicos na montagem.
Casa do Saulo
R. Bela Cintra, 954, Consolação, região central. @casadosaulo













