País registrou 80 mortes em 2025, segundo dossiê da Antra; apesar da queda de 34%, violência segue concentrada em jovens negras e periféricas
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O Brasil segue como o país que mais mata pessoas transexuais e travestis no mundo. Em 2025, foram registrados 80 assassinatos, segundo a nona edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), lançada nesta segunda-feira (26).
Quase duas décadas
Apesar da queda de cerca de 34% em relação a 2024, quando houve 122 mortes, o país permanece na liderança do ranking há quase 18 anos consecutivos. Para a presidente da Antra, Bruna Benevides, os números refletem um sistema que naturaliza a violência contra pessoas trans:
“Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo”, explica.
Invisibilidade das mortes
Os dados do dossiê foram coletados a partir do monitoramento diário de notícias, denúncias diretas feitas às organizações trans e registros públicos. Segundo Benevides, o fato de a sociedade civil precisar realizar esse levantamento já evidencia a invisibilização dessas mortes pelo Estado.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Em 2025, Ceará e Minas Gerais lideraram o número de assassinatos, com oito casos cada. A Região Nordeste concentrou a maior parte das mortes, com 38 registros, seguida pelo Sudeste (17), Centro-Oeste (12), Norte (7) e Sul (6).
Quem são as vítimas?
Levantamento da Antra, que analisou o período de 2017 a 2025, aponta São Paulo como o estado mais letal, com 155 mortes. A maioria das vítimas é composta por travestis e mulheres trans, predominantemente jovens entre 18 e 35 anos, sendo pessoas negras e pardas as mais atingidas.
O dossiê também aponta aumento nas tentativas de homicídio, indicando que a redução no número de assassinatos não representa, necessariamente, diminuição da violência.
Ausência de políticas públicas
Segundo a Antra, o cenário é agravado por fatores como subnotificação, descrédito nas instituições de segurança e justiça, retração da cobertura da mídia e ausência de políticas públicas específicas de enfrentamento à transfobia.
Além do diagnóstico, o dossiê apresenta recomendações ao poder público, ao sistema de justiça e à segurança pública, com o objetivo de romper com a lógica de impunidade.
Bruna Benevides afirma que o relatório tem o papel de constranger o Estado e impedir o silêncio sobre a violência. “É preciso reconhecer que as políticas de proteção às mulheres precisam estar acessíveis às mulheres trans. Há muita produção de dados, mas falta ação por parte dos tomadores de decisão”, pontua.
A nona edição do dossiê será apresentada em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos, com entrega oficial a representantes do governo federal.
Mortes violentas de pessoas LGBT+
Os dados da Antra reforçam levantamento divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025. Foram 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 mortes por outras causas.
Em relação a 2024, quando houve 291 registros, a queda foi de 11,7%, mas o número ainda representa uma morte a cada 34 horas no Brasil. Segundo o GGB, o país também lidera o ranking global de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+, seguido por México e Estados Unidos.
Saiba como se inscrever na newsletter JC

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-despensa-organizada-com-p-2877725856.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-pessoa-organizando-a-casa-2877730824.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-closeup-de-mao-limpando-s-2877732586.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-despensa-organizada-com-p-2877725856.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-pessoa-organizando-a-casa-2877730824.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)
