O assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido nesta segunda-feira (15) em Praia Grande, foi o capítulo final de uma longa história de confrontos e ameaças que o policial enfrentava há anos por sua atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em dezembro de 2023, após sofrer um assalto à mão armada ao sair de um restaurante na mesma cidade, Fontes demonstrou preocupação explícita com sua segurança em entrevista ao Estadão: “Eu combati esses caras durante tantos anos e agora os bandidos sabem onde moro. Minha família, agora, quer que eu deixe o emprego em Praia Grande e saia de São Paulo”, disse na época.
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Um histórico de embates e tiroteios
O assassinato desta segunda não foi o primeiro atentado contra a vida do ex-delegado. Seu histórico mostra que ele era um alvo constante do crime:
- Maio de 2022: Foi vítima de uma tentativa de assalto na capital paulista; os criminosos desistiram da abordagem ao perceberem que o carro de Fontes era blindado.
- Ano de 2020: Sofreu uma emboscada no Ipiranga (SP), reagiu à abordagem e chegou a balear um dos suspeitos, que conseguiu fugir.
- Ano de 2012: Na Via Anchieta, foi abordado por dois homens e houve uma intensa troca de tiros. Um dos suspeitos morreu, mas uma investigadora da Polícia Civil que o acompanhava foi atingida no pescoço e ficou 45 dias internada.
Inimigo número 1 do PCC
A razão para essa longa lista de ataques é sua atuação direta contra a cúpula da maior facção criminosa do país. Quando atuava no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Fontes foi o responsável por indiciar alguns dos principais líderes do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”.
Além do líder da facção, ele também foi o responsável pelo indiciamento da esposa de Marcola por lavagem de dinheiro, atingindo o coração financeiro da organização criminosa. A execução de Fontes é tratada por promotores de São Paulo como um “crime de máfia” e um ataque direto ao Estado.
(Com informações do Estadão Conteúdo)
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