O aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio suspendeu as importações do produto, colocando em risco o abastecimento do País
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A Petrobras passou a aplicar o sistema de “cota-dia” para o diesel, que fraciona o volume mensal contratado pelas distribuidoras em remessas diárias, impedindo que empresas antecipem retiradas e formem estoques maiores às vésperas de um provável reajuste, informaram fontes ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio suspendeu as importações do produto, colocando em risco o abastecimento do País.
Lida como um racionamento por parte dos distribuidores, a medida adotada pela Petrobras é usada em cenários de escassez e foi adotada após a disparada internacional do petróleo e a percepção de corrida de grandes consumidores para encher tanques enquanto o preço interno permanece defasado.
No fechamento do mercado de petróleo na segunda-feira, 10, o diesel vendido no Brasil registrava defasagem de 60% em relação ao praticado no mercado internacional, abrindo espaço para a Petrobras elevar o preço do combustível em R$ 1,94 por litro.
Segundo fontes do setor, a petroleira estatal cobre apenas cerca de 70% da demanda nacional de diesel. O restante vem de importadores que suspenderam compras diante da diferença entre o mercado externo e o valor vendido no País.
“Na prática, a Petrobras está fazendo um tipo de racionamento diante do risco de crise”, afirma um executivo de distribuidora, em condição de anonimato.Com estoques privados estimados para no máximo 15 dias, o risco de falta de diesel começa pelas “pontas” do mercado, como Nordeste e Rio Grande do Sul, mais dependentes de volumes estrangeiros.
Refinarias privadas, como Ream, no Amazonas, e Mataripe, na Bahia, já repassaram altas sucessivas, mas a estatal mantém os preços congelados.Executivos e analistas defendem ajuste imediato para restabelecer a atratividade das importações e evitar problemas de suprimento. Caso o impasse persista, alertam o racionamento informal tende a se intensificar e poderá chegar ao consumidor final.
TRRs
As empresa autorizadas a comprar combustível a granel (principalmente óleo diesel) e revender diretamente ao consumidor final, sem posto fixo, as chamadas TRRs (Transportador-Revendedor-Retalhista), que abasteçam fazendas, indústrias, construtoras e transportadoras já sentiram a falta do produto no mercado.
“O setor já sentiu o problema e a posição é tentar fracionar as entregas de forma a não deixar nenhum cliente sem produto. As regiões com agro acabam sentindo primeiro. Vale ressaltar que o TRR é abastecido pelas distribuidoras”, informou a assessoria do segmento, afirmando que o problema está bem distribuído, mas que o primeiro Estado a reclamar mais fortemente foi o Rio Grande do Sul”, afirmou.
Na segunda-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. De acordo com a agência, no entanto a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras.
Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um Estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto”, explicou a agência. Procurada, a Petrobras não havia retornado até o fechamento desta nota.


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-closeup-de-mao-limpando-s-2877732586.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)











/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-closeup-de-mao-limpando-s-2877732586.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)


