Arthur Carvalho: Piano Alemão

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Arthur Carvalho: Piano Alemão



Eu não quero ofender ninguém, mas, certas coisas me incomodam, não dá para comparar figuras populares, analfabetas, com filósofos…

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Quando uma pessoa cometia uma grosseria ou cafajestada, o saudoso delegado Antônio Feitosa, nascido e criado no sertão do Ceará e lotado na SSP-PE, falecido precocemente, de Covid, no Recife, dizia: “Ele não tem piano alemão em casa.”

Antônio Jayme da Fonte tem lembrado do velho Feitosa nestes tempos conturbados, quando um presidente da república de um país importante, xinga o Ex-Presidente Obama e sua ilustre esposa de “macacos”, demonstrando preconceito racial, e o então Presidente Bolsonaro diz que o presidente da França é despeitado com ele porque sua mulher é mais bonita e jovem do que a dele, e o mesmo Bolsonaro tenta queimar sua tornozeleira de preso da Polícia Federal, numa falta de respeito a todas as instituições de uma nação.

Falar nisso, o artigo de Alexandre Rands Barros “Por que a direita é mais corrupta?”, na página Opinião do D.P. de 7 e 8 de fevereiro, é uma análise isenta, técnica e extraordinária da situação política e econômica que o Brasil atravessa.

Matéria oportuna porque salva a importante página do Jornal de certos artigos, inclusive os de seu Vladimir, o imortal de Itabaiana, que depõem contra a tradição cultural de grandes cronistas do Diário de Pernambuco.

Ninguém aguenta mais suas bobagens sobre Itabaiana. Por que ele não se posiciona nos graves problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil, dando nome aos bois? Ele tem receio de quê? É um espaço nobre perdido pelo Diário… Num artigo recente ele classifica os abilolados e pobres marginais de Itabaiana de filósofos, reproduzindo suas grotescas frases sem nexo. Filosofia é coisa séria. Os clássicos Voltaire e Rousseau, sacudiram os pensamentos humanos de seu tempo e o moderno filósofo americano John Searle, criador do experimento do “Quarto Chinês”, falecido aos 93 anos, em Tampa nos Estados Unidos, em 17 de setembro, e Paolo Virno, filósofo e ativista italiano, morto aos 73 anos, em Roma, em 7/11, também são muito bons.

Seu Vladimir escreveu matéria dizendo que em viagem de carro do Recife para Sergipe, teve vontade de verter água. Parou num posto de gasolina, não gostou do mictório, foi urinar no mato e depois de abrir a braguilha, e botar a bilola pra fora, começou a mijar. Depois recolheu o instrumento com medo de picada de cobra. Pode?

Não quero ofender ninguém, mas, certas coisas me incomodam, não dá para comparar figuras populares, analfabetas, com filósofos.

Arthur Carvalho – OAB – PE, AIP, FENAJ, ABI.



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