Lembro-me, como se fosse hoje, eu estava lendo o livro Tarzan o rei das selvas, de Edgar Rice Burroughs, aos treze anos de idade, no aeroporto de Parnamirim em Natal, enquanto esperava meu primo carioca Bernardino Madureira de Pinho, filho de tio Péricles Madureira de Pinho, um dos homens mais cultos, inteligentes e educados que conheci, num avião DC-3, da Cruzeiro do Sul, para passar as férias conosco, na praia de Ponta Negra, quando meu pai Carlos Koch de Carvalho passou por mim, parou e disse: “Meu filho, toda leitura é boa, mas só há salvação nos clássicos.” E no dia seguinte me presenteou com Urupês, de Monteiro Lobato.
Com o tempo, fui lendo José Lins do Rego, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Otto Lara Rezende. Depois mergulhei nos poetas Gregório de Matos, o Boca do Inferno, diversas vezes preso em Portugal, Angola, Pernambuco e Bahia. Ele definiu Recife como: “Entre uma areia sáfia e alagadiça, jaz o Recife, povoação mestiça, que o belga edificou, ímpio tirano.” E ainda Castro Alves, meu avô Aloysio de Carvalho, Manuel Bandeira, Joaquim Cardozo, Marcus Acioly, Dirceu Rabelo, Ângelo Monteiro, José Mário Rodrigues e Maurílio Rodrigues.
Meu pai, leitor voraz (gostou, Mario Helio?) não me deixava em paz. De vez em quando, como quem não quer nada, deixava cair um livrinho no meu colo enquanto eu estava sentado lendo: Humphry Clinker, de Tobias George Smollett, As ligações perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos, Vathek, de William Beckford etc. Alguns eu lia, outros, achava chatos, dava de presente ao meu saudoso irmão Carlos Aloysio, que também não lia, mais preocupado com os times do Sport e o gramado da Ilha do Retiro, pois era diretor de patrimônio.
Quando vim morar no Recife, tive a sorte de ser vizinho do poeta Tomas Seixas que me levou a grandes escritores nacionais e estrangeiros. Ele me emprestava, presenteava e indicava o que há de melhor na literatura universal. E aí surgiram na minha vida, autores feitos:
- Cervantes
- Balzac
- Baudelaire
- Beaumarchais
- Camões
- Camus
- Capote
- Conrad
- Euclides da Cunha
- Gabriele D’Annuzio
- Dostoievski
- Eça de Queiroz
- T. S. Eliot
- Faulkner
- Flaubert
- Goethe
- Homero
- Victor Hugo
- Ibsen
- Ionesco
- Joyce
- Kafka
- Clarice Lispector
- Dante
- Maiakovski
- Mallarmé
- Katherine Mansfield
- Maquiavel
- Melville
- Moliére
- Machado de Assis.
*Arthur Carvalho – Associação Brasileira de Imprensa – ABI
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