Ao longo de dois dias, foram realizadas 172 reuniões de negócios entre 50 artesãos brasileiros e 10 compradores internacionais de oito países
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A Fenearte abriu as portas do mercado internacional para 50 artesãos de todo o Brasil que participam da feira este ano. A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e a ApexBrasil realizaram uma Rodada de Negócios com compradores de oito países. Só de venda imediata os artesãos fecharam R$ 1 milhão em negócios, além de outros R$ 5,6 milhões com previsão de contrato para os próximos 12 meses.
Ao longo de dois dias, foram realizadas 172 reuniões de negócios entre 50 artesãos brasileiros e
10 compradores internacionais da Alemanha, Irlanda, Polônia, Estados Unidos, Japão, Colômbia, México e África do Sul.
Segundo a Apex, os compradores estavam interessados em produtos de diferentes regiões do país. Além dos encontros comerciais, a programação incluiu visitas a ateliês, museus e outros espaços ligados ao artesanato, proporcionando aos participantes contato com diferentes expressões da produção artesanal
brasileira.
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A rodada integrou a programação do Brasil Feito à Mão, iniciativa da ApexBrasil voltada ao setor
de artesanato que reúne ações de capacitação, consultorias, participação em feiras e encontros
comerciais entre produtores brasileiros e compradores internacionais.
“Nós inovamos na realização da Roda de Negócios com a ApexBrasil e reforçamos nossa parceria. O resultado foi excelente se pensarmos que investimos R$ 16 milhões na feira e só na rodada foram movimentados R$ 6,6 milhões em vendas imediatas e futuras”, calcula a presidente da Adepe, Roberta Amorim.
A curadoria dos 50 artesãos que participaram da rodada foi garimpada pelos próprios compradores. Eles escolheram peças não só dos mestres, mas dos artesãos em toda a Fenearte. Esses compradores são representantes de arte dos países em busca da diversidade do trabalho feito à mão no país.
ESCULTURAS DE MADEIRA

Luís Benício, de Buíque, já encontrou o caminho do mercado internacional para suas esculturas em madeira – Jailton Júnior/JC Imagem
O Mestre Luiz Benício, de Buíque, no Agreste pernambucano é exemplo de artesão que já exporta suas peças. Reconhecido por suas esculturas em madeira, ele atribui à Fenearte a abertura das portas para o mercado internacional. Graças às conexões construídas na feira ao longo dos anos, hoje possui obras em aproximadamente 150 países. Parte das peças é exportada diretamente, enquanto outras chegam ao exterior pelas mãos de compradores e colecionadores que conheceram seu trabalho na Fenearte e seguem adquirindo suas obras ao longo do ano.
A Fenearte também cumpre um papel estratégico na projeção internacional da economia criativa pernambucana. O impacto do evento vai além do volume de vendas registrado durante os dias de feira, criando conexões entre artesãos locais e compradores de outros países. Esse intercâmbio amplia a renda dos produtores, dá mais visibilidade ao artesanato pernambucano e leva peças feitas no Estado para residências, galerias e coleções em diferentes cantos do mundo.
26ª Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato
- Quando: 08 a 19 de julho de 2026
- Onde: Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda)
- Horários:
- Segunda a sexta-feira — 14h às 22h
Sábado e domingo — 10h às 22h - Ingressos:
- Segunda a quinta-feira — R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada)
Sexta-feira a domingo — R$ 16 (entrada inteira) e R$ 8 (meia-entrada)














