Após cobrança de João Campos, presidente do PT rebate ministro de Lula e garante palanque único em Pernambuco

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Após cobrança de João Campos, presidente do PT rebate ministro de Lula e garante palanque único em Pernambuco



O presidente do PT, Edinho Silva, rebateu o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, após declarações dadas por ele ao O Globo em que defendia a construção de dois palanques para o presidente Lula em Pernambuco – um com João Campos (PSB) e outro com a governadora Raquel Lyra (PSD).

A crise foi deflagrada depois que a cúpula do PSB reagiu com irritação à fala do ministro e o próprio Campos procurou Edinho para se queixar e cobrar explicações.

Coordenador da campanha de Lula, Edinho foi categórico ao desfazer o efeito das palavras de Dias.
“Essa posição está clara desde o início: em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, declarou.

Na entrevista, Dias havia defendido uma articulação voltada ao centro político como parte da campanha à reeleição do petista, argumentando que palanques estaduais mais amplos seriam estratégicos para garantir governabilidade em um eventual novo mandato.

Ao citar Pernambuco, mencionou tanto Campos quanto Lyra. “Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, disse o ministro.

A declaração caiu como uma bomba no PSB. Dirigentes da sigla são frontalmente contrários à possibilidade de Lula dividir seu apoio no estado e tratam a eleição ao governo de Pernambuco como a principal prioridade do partido.

Interlocutores do presidente alertaram nos bastidores que qualquer sinalização de apoio dividido pode levar o PSB a reavaliar seus compromissos com o PT em outros estados.

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Disputa antiga 

O atrito entre as duas legendas em torno de um eventual duplo palanque no estado não é novidade. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também chegou a defender a tese, com o argumento de que a disputa de 2026 será acirrada e Lula não poderia abrir mão de nenhum apoio, posição que contrariava diretamente Campos.

O nervosismo dos aliados do PSB tem base no novo cenário eleitoral revelado pelas pesquisas. Levantamento do Datafolha divulgado no fim de maio mostrou uma virada: Raquel Lyra apareceu com 48% das intenções de voto contra 43% de Campos, além de estar à frente em eventual segundo turno – inversão significativa em relação a abril, quando o pré-candidato do PSB tinha 12 pontos de vantagem.

O episódio evidencia as tensões de bastidores que cercam a construção da candidatura de Lula à reeleição – e os riscos de declarações desalinhadas num tabuleiro eleitoral cada vez mais sensível.

 



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