Resultado reforça a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, mas também de contribuição das prefeituras para prevenção
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Um mapeamento da Secretaria de Defesa Social (SDS) revela que 57% das mortes violentas intencionais em Pernambuco ocorreram em apenas 14 municípios. Os dados, referentes a 2025, reforçam a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, além da participação das prefeituras em iniciativas de prevenção cidadã.
Oficialmente, 3.132 mortes foram contabilizadas pela polícia no ano passado. A taxa foi de 32,76 vidas perdidas por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004.
O Recife concentrou o maior número de assassinatos: 573. Os outros municípios, na sequência, foram Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu. Juntos, os 14 representam só 8% do total de cidades pernambucanas.
As estatísticas englobam os homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e os óbitos decorrentes de ações policiais. Em 2025, o Estado teve redução de 9,5% nas mortes em comparação com o ano anterior, mas ainda longe da meta do Juntos pela Segurança.
Questionada sobre a concentração de mais da metade das mortes em apenas 14 cidades, a SDS afirmou, em nota, que “vem desenvolvendo um trabalho contínuo e estratégico nos municípios que apresentam os mais altos índices de violência, por meio da atuação integrada de suas operativas”.
A pasta estadual disse que, no comparativo entre 2025 e 2024, os dados demonstram resultados positivos em nove dos 14 municípios.
“Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Paulista, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Igarassu apresentaram redução nos índices de violência, reflexo direto do planejamento operacional, do reforço do policiamento, das ações de inteligência e da integração entre as forças de segurança”, afirmou.
Em relação às outras cinco cidades, a SDS declarou que está fortalecendo as operações integradas e adotando estratégias específicas para o enfrentamento da criminalidade.
PREFEITURAS TÊM PAPEL FUNDAMENTAL NA PREVENÇÃO
Na avaliação do pesquisador, consultor e especialista em segurança pública Armando Nascimento, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o resultado evidencia que “a violência letal no Estado não é difusa, mas territorialmente concentrada”.
“Isso reforça que qualquer política estadual eficaz de segurança pública depende, de forma decisiva, do protagonismo municipal, sobretudo dos grandes centros urbanos. No modelo constitucional brasileiro, especialmente após a Lei nº 13.675/2018, o município deixou de ser um ator periférico e passou a integrar formalmente o Sistema Único de Segurança Pública”, disse.
Levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), apresentado em junho do ano passado, mostrou que 92% dos 184 municípios pernambucanos não contam com plano de segurança pública. E 97% sequer realizam diagnóstico da segurança local.
Segundo o estudo, 80% das cidades pernambucanas estavam no nível insuficiente e 16,8% no nível inicial, no que se refere à implementação de políticas públicas no setor. O único município com nível considerado positivo foi o Recife. Ainda assim, com deficiências – como a falta de um diagnóstico da violência local.
Nascimento defende que as prefeituras devem contribuir com políticas robustas, integradas e baseadas em evidências para que o Estado possa atingir as metas de redução da violência.
“As dinâmicas de violência estão associadas a fatores urbanos locais: uso do solo, iluminação pública, mobilidade, políticas sociais, ocupação irregular, conflitos comunitários. Estados atuam majoritariamente de forma reativa e repressiva, enquanto o município é o ente com maior capacidade de prevenção primária e situacional”, pontuou.
REDUÇÃO DE MORTES LONGE DA META
A meta do programa Juntos pela Segurança é de reduzir em 30% as mortes violentas intencionais no final de 2026, comparando com o resultado acumulado em 2022 – ano anterior à gestão da governadora Raquel Lyra.
Pernambuco registrou 3.427 mortes violentas intencionais em 2022. Para que a meta seja cumprida, o Estado precisará encerrar 2026 com, no máximo, 2.399 pessoas assassinadas.
Na última terça-feira (27), o Estado não registrou mortes. Em um espaço de pouco mais de três meses, essa foi a segunda vez que o governo anunciou o “dia zero” de homicídios. Anteriormente, isso ocorreu em 15 de outubro de 2025.
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