Análise: Emmy 2026 tem lista de indicações concentrada entre poucos nomes

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Análise: Emmy 2026 tem lista de indicações concentrada entre poucos nomes


Com uma lista de indicados bem azeitada, mas sem maiores surpresas, o Emmy de 2026 aponta que a produção televisiva de alto nível se concentra em um grupo mais restrito de séries e intérpretes. Ou, ao menos, é isso que parecem pensar os responsáveis pela premiação: nunca tantos atores receberam duplas nomeações e, em várias categorias, o elenco de uma mesma série concorrre entre si.

Matthew Rhys, Colman Domingo, Jason Bateman, Nick Offerman e Laura Metcalf conseguiram indicações de atuações por trabalhos diferentes.

Rhys, no caso, é o primeiro ator em 31 anos a ser lembrado duas vezes por papeis principais: em minissérie ou filme para TV, por “O Monstro em Mim”, e em comédia, com a magnífica “O Segredo de Widow’s Bay”. Na segunda, tem grandes chances de levar, embora precise superar o favoritismo perene (mas ainda infrutífero) de Steve Carrell, que concorre por “Rooster”.

Bateman estaria na mesma situação, com “Black Rabbit” e “DTF St. Louis”, ambas minisséries, mas os produtores da última optaram por inscrever todo o trio de protagonistas (ele, David Harbour e Linda Cardellini) como coadjuvantes, evitando escolher entre eles.

Tanto “Widow’s Bay” como “DTF”, aliás, tiveram a maior parte do seu elenco contemplado, assim como ocorreu com “Treta”, “Margô Está em Apuros” e “Falando a Real”. Mas nada se compara à dominância, nas categorias de atuação, de “The Pitt” e “Hacks”, que já venceram como melhor drama e melhor comédia, respectivamente, nos últimos anos.

Com isso, as duas lideram a lista de indicações, a primeira com 25 menções e a segunda, com 24, um recorde para comèdias. “Widow’s Bay” aparece na sequência, com 19, seguida pela brilhante “Pluribus”, com 18. “Treta” recebeu 16 menções, e “DTF St. Louis”, 13.

São todas produções que variam entre o ótimo e o excelente, o que reflete também uma maior depuração. Embora o número de comédias inscritas para a premiação neste ano tenha se mantido estável em relação a 2025, tendo oscilado de 69 para 71, o de dramas caiu 13% (de 126 para 110) e o de minisséries e filmes televisivos, espantosos 30% (de 44 para 31).

Há, também, ausências notáveis: o bonito drama “Os Testamentos”, inspirado na obra de Margaret Atwood, foi lembrado apenas pela atuação de Chase Infiniti; o megasucesso “Stranger Things” não recebeu nenhuma indicação relevante para sua temporada final. Nenhum ator do elenco fixo de “Saturday Night Live” entrou, nem Bowen Yang em sua meia temporada de despedida, nem Ashley Padilla, surpresa do ano.

Por outro lado, “O Urso”, que não conseguiu transformar em troféu nenhuma de suas indicações em 2025 após uma terceira temporada menos inspirada, tem nova chance neste ano, ainda que com menos oportunidades: Jeremy Allen White, Ebon Moss-Bachrach e Liza Colón-Zayas ficaram de fora, deixando Ayo Edebiri como a única do elenco principal com uma indicação. Quem tem boas chances, porém, é o falecido Rob Reiner, citado como ator convidado por um de seus últimos papéis.

Quanto a favoritismos, Noah Wyle deve repetir sua conquista do ano passado em melhor ator de drama, e Rhea Seehorn provavelmente supera a sensação Chase Inifiniti e leva em melhor atriz, categoria na qual “The Pitt” não tem quem indicar.

Nas categorias de coadjuvante, no entanto, a série médica pode ganhar de novo com Katherine LaNasa, ou ver suas quatro indicadas (além de LaNasa, estão na lista Taylor Dearden, Fiona Dourif, e Sepideh Moafi) dividirem os votos e, quem sabe, perderem para Karolina Wydra, revelação de “Pluribus”.

Entre os homens, a situação é parecida: Shawn Hatosy, que venceu como ator convidado por “The Pitt” no ano passado, subiu para coadjuvante neste ano e divide a categoria com Patrick Ball e Gerran Howell. Será esta a chance de Billy Crudup voltar a ganhar por “The Morning Show”, ou será que Carlos-Manuel Vesga vai mostrar que “Pluribus” pretende comer a fatia de “The Pitt” pelas beiradas?

O drama médico tem tantas indicações, aliás, que algumas não foram nem inscritas pela HBO. É o caso de Brittany Allen, que interpreta uma mãe em estado terminal, e de Jeff Kober, intérprete de Duke, o amigo do doutor Robby (Wyle). Allen já tem um Daytime Emmy, pela novela “All My Children”, que ela venceu em 2011 depois de se inscrever independentemente também.

O elenco de “Hacks” domina as categorias de atuação em comédia, com 10 citações —Jean Smart pode empatar com Julia Louis-Dreyfus e Cloris Leachman com uma oitava vitória, mas Hannah Einbinder terá que superar a atuação magnética de Kate O’Flynn em “Widow’s Bay” pela chance de fazer mais um discurso inspirado.

A concorrência entre as plataformas reflete a dominância de “The Pitt” e “Hacks”. A HBO, que exibe as duas, recebeu 122 indicações, ante 111 da outrora dominante Netflix e as 87 da Apple TV, que emplacou três indicados tanto entre as melhores séries de drama quanto entre as melhores de comédia, um feito.

Fora do triunvirato, não há concorrência próxima. Reinantes no passado, as três grandes redes abertas americanas, ABC, CBS e NBC, aparecem na sequência, com menos de 40 indicações cada uma, e a Prime Video logo depois, com 28.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *