Na faixa “Liberdade”, Ajulliacosta, artista da nova cena do rap, levantou uma bandeira do Brasil com os escritos “mulheres vivas”, em protesto contra as altas taxas de feminicídio no país. O ato aconteceu neste domingo, durante show no Palco Arouche da Virada Cultural.
Durante a apresentação, a artista também confrontou Donald Trump, ao interpretar o sucesso “O que a Julia Vai Ser”.
Com uma plateia majoritariamente composta por mulheres e meninas negras, Júlia Costa se emocionou ao identificar o que sua presença representa. “Era tudo que eu queria. Ser referência e poder ser essa referência para outras. Sinto que trazemos mais potência para a nova geração”, afirmou à Folha.
O show começou às 16h16. O público acompanhou a apresentação sem o auxílio de telões —muitos subiram em bancos para assistir ao show. Havia pessoas em sacadas de prédios para ver o palco.
A cantora, depois de apresentar a música “Set AJC 2”, enaltece a cena do rap feminino. “Isso que é rap de verdade. Viva as mulheres do rap nacional”.
Ao final, a artista agradeceu a plateia lotada. “Finalizar o show na Virada Cultural para mim é um sonho. Meu público lotando o centro de São Paulo, que é o berço do hip hop, é um sonho”.












