Lula e Moraes ainda estão agarrados um ao outro; Gilmar Mendes vai à Itália e suspende julgamento; mas, no mais, a República segue funcionando
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PEDIDO DE VISTA
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já formou maioria (3×0) para manter a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento do delegado Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal.
NÃO SUSPENDE DECISÃO MONOCRÁTICA
Direto da Itália, o ministro Gilmar Mendes pediu vista — assim mesmo, no singular. Caso mais de um ministro fizesse o mesmo procedimento, aí sim, seria vistas. Gilmar menciona três razões: “falta de tempo para analisar o processo”; dúvida sobre se o tema deve ser decidido pelo plenário ou por uma turma, no caso, a Segunda; e se um partido, especificamente o Novo, é instância “competente para tal pedido”.
DESEQUILÍBRIO ELEITORAL
Carregada de tintas, a caneta do ministro Gilmar Mendes manda um contundente recado para o colega André Mendonça, ainda que não mencione nomes, dizendo que é preciso ressaltar o dever de neutralidade do Estado em relação aos partidos políticos e candidatos (…) e que “a inconstitucionalidade de decisões jurisdicionais tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.
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MUI AMIGO!
Luís Roberto Barroso, que comandou o STF nos anos de 2023 a 2025 — quando renunciou ao cargo — foi um dos poucos ex-presidentes da Corte a não assinar a carta de alerta encaminhada ao atual presidente, Edson Fachin. Barroso, último ex-presidente, justificou que mantém “diálogo saudável” com os integrantes do tribunal.
NÃO LEU, NÃO ASSINARIA
Já Ricardo Lewandowski afirmou que tomou conhecimento da carta pela imprensa, “talvez porque estivesse em uma região remota”, em meio ao feriado da Independência do Brasil. Ainda que tivesse tomado conhecimento antes, não teria assinado a carta, pelos mesmos motivos alegados por Barroso.
PIOR PRA LULA
É inegável que as conexões do presidente Lula da Silva (PT) com o ministro Alexandre de Moraes são diametralmente opostas àquelas do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL). Petistas admitem que o impacto das acusações envolvendo Moraes pode contaminar e, consequentemente, atrapalhar o sonho de Lula de ter um quarto mandato.
JÁ O FILHO MAIS VELHO…
… de Jair Bolsonaro (PL) não tem motivos para comemorações. A coluna já alertou mais de uma vez que Lula teve mais de uma reunião com o banqueiro Daniel Vorcaro, ao que se sabe, todas no Palácio do Planalto. Sem constar da agenda, sem fotos. E, certamente, não foi para rezarem juntos o Terço da Divina Misericórdia. Flávio, ao contrário, pede dinheiro ao banqueiro para o filme sobre o pai.
AGU RECORRE
Jorge Messias pediu a Fachin a “imediata suspensão da decisão” de André Mendonça, alegando “existência de grave lesão à ordem pública e administrativa”. A outra alegação, segundo Jorge Messias, é de que a nomeação do diretor-geral da Polícia Federal é prerrogativa do presidente da República.
PENSE NISSO!
O presidente Lula, dessa vez, tomou o lado errado. Por gratidão, por tudo o que Moraes fez contra Jair Bolsonaro e seus seguidores, e porque o presidente queria ter a seu lado um ministro polêmico como é Moraes.
Nem quando Lula soube do contrato que o escritório da mulher do ministro firmou com Daniel Vorcaro, originalmente de R$ 130 milhões, nem assim o presidente viu motivos para deixar o amigão sozinho.
O teatro alimentado pela fraqueza administrativa do ministro Edson Fachin impede a sociedade de saber, exatamente, o tamanho da encrenca em que Moraes se meteu. Ele pode não puxar Lula para o mesmo buraco, mas, só em ficar à margem do precipício, Lula já está dilapidando sua popularidade eleitoral.
São as escolhas.
Pense nisso!













