A onda eleitoral de 2018 e 2022 ficou para trás. A direita nordestina precisa construir um novo discurso se quiser disputar espaço real em 2026.
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– GABRIEL FERREIRA/JC IMAGEM
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A política nordestina é profundamente influenciada pela força simbólica de Lula desde o início deste século. A popularidade dele ultrapassa ciclos eleitorais e molda o comportamento do eleitor. O PT costuma herdar essa força por associação direta, embora isso não signifique que o partido seja naturalmente dominante na região quando Lula não está na disputa.
Esse cenário é importante porque define o ambiente em que a direita tenta se reposicionar em 2026. E a direita vai precisar se reposicionar no Nordeste em 2026. Quem não entender isso, preso em seus radicalismos, vai ser atropelado pela História.
Onda
Mesmo enfrentando a barreira simbólica do lulismo, o bolsonarismo teve um desempenho expressivo em 2018 e em 2022 no Nordeste. Neste último pleito, dois deputados federais mais votados de Pernambuco estavam ligados a Bolsonaro, assim como os dois estaduais mais votados. Gilson Machado (PL) ultrapassou a marca de um milhão de votos para o Senado em um estado governado pela esquerda havia anos.
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Essa onda existiu e foi real, mas foi impulsionada pelo calor da campanha e pela presença direta de Bolsonaro como antagonista de Lula. Este exato cenário não vai se repetir.
Derrota e Condenação
A derrota de Bolsonaro na disputa presidencial reduziu a energia do movimento no Nordeste. As manifestações após a eleição criaram sobrevida ao seu capital simbólico, porém isso se dissolveu com o julgamento pela tentativa de golpe.
A partir desse momento, principalmente após o início do cumprimento de pena na carceragem da Polícia Federal, a ligação com Bolsonaro deixou de ser um ativo e passou a representar desgaste e rejeição, especialmente em estados onde Lula sempre foi majoritário. Principalmente se Lula for candidato à reeleição, como deve ser.
Um Dilema Eleitoral
Os políticos que surfaram a onda de 2022 agora encaram uma encruzilhada. Podem tentar se afastar de Bolsonaro para reduzir o desgaste ou podem manter a fidelidade ao ex-presidente que os projetou. As duas escolhas apresentam riscos.
Afastar se pode diminuir a conexão com a base mais fiel. Manter o vínculo pode afundar candidaturas diante de um eleitorado que vê Bolsonaro sem perspectiva de poder e sem competitividade eleitoral.
O Risco da Pecha do Passado
Há um risco adicional. Políticos associados a líderes que perdem relevância passam a carregar uma marca de desatualização.
A experiência com aliados de Fernando Collor após o impeachment serve como alerta moderado. A imagem de renovação rapidamente foi substituída por uma percepção de desgaste.
O mesmo pode atingir os aliados de Bolsonaro caso insistam em um nome que perdeu capacidade de influenciar o futuro.
Perspectiva de Poder
Bolsonaro está preso e tem perspectiva de permanecer assim por muitos anos. Ele não será candidato agora e não reúne condições de liderar uma articulação política consistente.
Na política, a ausência de perspectiva de poder significa ausência de futuro. Eleição, por mais que o contexto e o passado influenciem, é uma discussão sobre o futuro. E quem não oferece futuro, não tem futuro.
Caminhos para 2026
Existe espaço para a direita no Nordeste, mas não para a direita dependente de Bolsonaro. Candidatos que buscarem renovação, que dialogarem com agendas locais e que apresentarem projetos de futuro podem ter bom desempenho. A eleição de 2026 tende a ser mais difícil, com um quociente eleitoral maior e maior competitividade. Isso torna ainda mais arriscado insistir em um nome que se tornou foco de rejeição.
A Separação Necessária
O ano de 2026 será decisivo para identificar quem insistirá no bolsonarismo e quem tentará se reinventar. A direita nordestina tem oportunidade para crescer, mas isso exige desprendimento e leitura de conjuntura.
Quem permanecer atrelado a Bolsonaro pode ser empurrado para a margem ou até reeleito com a marca de algo ultrapassado, ganhando um carimbo com um prazo de validade próximo ao vencimento.
Quem se desvincular com cuidado e construir uma narrativa de futuro terá mais chances de sobreviver politicamente. E pegar a próxima onda.
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