Em poucas semanas na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos rouba a cena e impõe retrocessos na organização política e econômica global
Publicado em 16/02/2025 às 0:00
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Da intricada rede do comércio internacional à guerra na Ucrânia, do corte na ajuda financeira a entidades de fins humanitários ao negacionismo às vacinas oficializado em seu país – dando péssimo exemplo – o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem ocupando o noticiário da maioria das nações do planeta, desde que assumiu o poder na Casa Branca. E não protagoniza manchetes positivas, na maioria das vezes. Seja como bravatas estratégicas, seja como prenúncios de medidas concretas, suas declarações impactam tanto a vida dos norte-americanos, como podem levar a consequências nas relações dos EUA com outros países, e até, com o cotidiano de outros povos a milhares de quilômetros de distância. Afinal, apesar da ascensão da China, Donald Trump representa a maior potência econômica e bélica do Ocidente. Suas decisões não são apenas dirigidas para dentro, com o intuito declarado de fazer “a América grande novamente”, na tradução do slogan “Make America Great Again”. Tal objetivo depende, em certa medida, do encolhimento da importância do resto do mundo para os norte-americanos, numa visão apequenada e retrógada de desenvolvimento, pregando o isolacionismo em detrimento da civilização global.
Pelo que se tem propagado da Casa Branca nos últimos dias, o aviso do vice-presidente de Trump, J. D. Vance, não chega a ser uma surpresa. Durante a Conferência de Segurança em Munique, na Alemanha, na última sexta, após a aproximação política de Vladimir Putin, o ditador russo, com Trump, Vance pôs em dúvida o apoio militar incondicional de longa data dos EUA à Europa. E ainda despertou nos líderes europeus a apreensão sobre possível ação norte-americana contra a unidade da Comunidade Europeia, um dos pilares da ordem global e dos valores democráticos ocidentais. A desestabilização do mundo parece estar tão na agenda de Trump – e Elon Musk, já que não se descarta a influência do dono do X na Casa Branca – quanto a reordenação interna alicerçada na xenofobia e no retrocesso das pautas ambiental e dos direitos humanos.
Tem incomodado os europeus, entre outras coisas, a interferência de Donald Trump nas negociações para encerrar a invasão da Rússia à Ucrânia, sem qualquer consulta aos líderes da Europa, vizinhos da zona de guerra. Ainda mais quando as negociações não incluem sequer os ucranianos, como se bastasse Putin e Trump para definir o destino da região. “Só a Ucrânia pode definir quando há condições para negociar”, afirmou. “Não haverá uma negociação com credibilidade ou bem-sucedida sem a Ucrânia e a União Europeia”, disse o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa.
O encontro de Vance com uma liderança da extrema direita alemã aumentou a preocupação dos europeus, num movimento que permeia a articulação da direita dos EUA com outras partes do mundo – inclusive no Brasil. A desordem que se desenha a nível global pode não ser descolada dessa articulação, que promove o caos, primeiro, para se instalar no poder, depois.



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