João Campos diz que Lula e Flávio Bolsonaro devem protagonizar ‘debate à vera’

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João Campos diz que Lula e Flávio Bolsonaro devem protagonizar ‘debate à vera’


No lançamento da 4ª edição da Folha Energia, o candidato reforçou apoio a Lula e defendeu ações para atrair investimentos e competitividade do Estado

Por

Mariana de Sousa


Publicado em 24/08/2026 às 18:25
| Atualizado em 24/08/2026 às 18:29


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O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), comentou a ausência do presidente Lula (PT), no debate promovido pela TV Band, durante coletiva no lançamento da 4ª edição da revista Folha Energia, realizada nesta segunda-feira (24), no Recife. Segundo João, os dois deverão protagonizar o principal confronto eleitoral, que classificou como um debate “à vera”.

“Eu acho que o presidente tem muita experiência e sabe o melhor caminho a seguir. O grande debate dessa eleição nacional é entre Flávio e Lula. Então muitos candidatos vão aparecer, alguns para discutir o Brasil, alguns para discutir problemas, e talvez muitos para criar confusão”, afirmou João Campos.

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Questionado sobre a relação com Lula, João afirmou que está no mesmo campo político de Miguel Arraes e do ex-governador Eduardo Campos, seu pai, reforçando seu voto no presidente. A declaração ocorreu após João ser questionado sobre o uso do termo “pernambuquista” pela governadora Raquel Lyra (PSD) para se referir a Lula.

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“Eu sou pernambucano com muito orgulho, tenho um amor gigante ao nosso Estado, e na política eu também tenho um lado. Eu estou do lado que Miguel Arraes esteve, que Eduardo Campos esteve e estou ao lado do maior presidente da história do Brasil, que é o presidente Lula. Inclusive, eu sou eleitor de Lula e voto em Lula com muita alegria no coração”, afirmou.

Investimentos

Durante o discurso no evento, João Campos defendeu que Pernambuco adote uma estratégia para ampliar sua competitividade e disputar investimentos que atualmente estão sendo direcionados para outros estados. Ele citou o anúncio de um supercomputador no Rio Grande do Norte, a instalação de data centers no Ceará e a fábrica da BYD na Bahia como exemplos de empreendimentos que, segundo ele, poderiam ter sido atraídos para Pernambuco.

“Hoje a gente vê, por exemplo, o anúncio de um supercomputador de água para o Rio Grande do Norte, os data centers estão indo para o Ceará, fábrica de automóveis está indo para a Bahia. Isso poderia estar no estado de Pernambuco”, disse.

João citou como referência a atuação do ex-governador Eduardo Campos  na atração da fábrica da Stellantis para Pernambuco. Segundo ele, a empresa, somada à Refinaria Abreu e Lima, representa cerca de 25% da arrecadação de ICMS do Estado.

“É o desenho do Estado de Pernambuco assumir a obra, acordado com o Governo Federal, criar um fundo, como está sendo feito em algumas operações de metrô no Brasil, para o Governo Federal aportar 80%, 90% desses recursos, o Estado de Pernambuco complementar com algo em torno de 10%. O Governo de Pernambuco tocar essa obra e modelar uma concessão imediata”, afirmou.

João também defendeu que a política de incentivos estaduais seja adaptada às mudanças provocadas pela reforma tributária. Segundo ele, Pernambuco precisará substituir gradualmente mecanismos de incentivo fiscal por instrumentos de subvenção capazes de manter empresas instaladas no Estado e atrair novos empreendimentos.

João ainda defendeu investimentos em infraestrutura, transição energética e qualificação, além de mudanças nos incentivos fiscais. Para a Transnordestina, propôs que Pernambuco assuma a obra em parceria com a União, com frentes a partir do Sertão e de Suape.

“Pernambuco precisa reivindicar, reivindicar o domínio da Transnordestina e poder assumir essa obra pelo Governo do Estado, construir um fundo junto com o Governo Federal, onde ele possa aportar, e a gente, além de abrir uma nova frente, e aqui vem o impacto direto do que eu acredito, abrir uma nova frente de obra que comece a partir do Porto de Suape, para a gente poder encontrar a outra que vem pelo sertão do estado”, defendeu.

 

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