São Paulo
O Masp apresenta três novas exposições assinadas por artistas latino-americanas, reunindo perspectivas femininas sobre território, violência, deslocamento e modos de habitar. As mostras de Carolina Caycedo, Regina José Galindo e Sol Calero ocupam salas e o Vão Livre.
Em “Carolina Caycedo: Confluências”, a artista nascida em Londres e criada na Colômbia, aposta em fotografia, instalação, vídeo, desenho e performance para investigar as relações entre rios, comunidades e disputas em torno da água. A mostra parte da experiência da artista às margens do rio Magdalena, na Colômbia, e se desdobra em trabalhos desenvolvidos em diálogo com comunidades afetadas por barragens.
Casa María Lionza, no vão livre do Masp
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Isabela Bernardes/Folhapress
O eixo central é a instalação criada durante a Cúpula dos Povos na COP30, em Belém, que pendura camisetas, bandeiras e cartazes produzidos coletivamente. Também inclui obras do acervo do museu, como “Minha linhagem feminina da luta”, série de desenhos que homenageia mulheres ligadas a lutas sociais e ambientais.
Já a sala de vídeo de Regina José Galindo apresenta o registro da performance “Deportada (Todo lo que perdí)”, na qual a artista, nascida na Guatemala, utiliza o próprio corpo para expor as violências impostas a pessoas migrantes submetidas a políticas de deportação.
Na tela maior, Galindo veste todas as roupas de Cristina Cazales Pacheco, uma mulher deportada de Nova York para o México, enquanto o marido e os filhos permanecem nos Estados Unidos. Já na tela menor, o depoimento de Cristina relata a vida construída, a separação da família e a perda de um período de sua história.
No Vão Livre, o público pode visitar a “Casa María Lionza”, primeira obra de Sol Calero (natural da Venezuela) apresentada no Brasil. Criada especialmente para o espaço, a instalação tem cômodos, fachadas e paredes em cores vibrantes, pintadas à mão, com mosaicos e formatos populares na arquitetura latina.
Foi pensada como lugar de convivência e leva o nome de uma divindade que mescla elementos indígenas, afro-americanos, católicos e espiritualistas venezuelanos. Ela abrigará atividades ao longo do mês, como neste sábado (4), que a artista Caycedo apresenta a performance “Atarraya”, convidando os participantes a sustentar coletivamente uma rede de pesca, às 15h.
No domingo (5), Sol Calero conduz uma oficina de mural coletivo, às 10h, e em 18 de julho, uma oficina de marcenaria propõe a construção de casinhas para insetos e pássaros, às 15h.
Casa María Lionza
Vão Livre (ed. Lina Bo Bardi)- av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. A partir de 3/7. Diariamente das 10h às 22h. Grátis
Carolina Caycedo: confluências
Masp (ed. Lina Bo Bardi)- av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. Até 4/10. Ter., das 10h às 20. Qua. e qui., das 10h às 18h. Sex., das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Ingr.: 85 (inteira) em masp.org.br/ingressos
Sala de Vídeo: Regina José Galindo
Masp (ed. Lina Bo Bardi)- av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. Até 23/8. Ter., das 10h às 20. Qua. e qui., das 10h às 18h. Sex., das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Ingr.: 85 (inteira) em masp.org.br/ingressos













