Levantamento da CNT revela disparidade alarmante na qualidade da infraestrutura rodoviária entre o setor público e a iniciativa privada
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A densidade de problemas nas rodovias públicas é dez vezes superior à das rodovias concedidas, ou seja, as vias pedagiadas. É como se fosse encontrado um ponto crítico que compromete a segurança viária de condutores e passageiros a cada 40 quilômetros percorridos nas rodovias públicas. Enquanto que nas estradas geridas pela iniciativa privada o intervalo é a cada 430 quilômetros.
A superioridade das rodovias pedagiadas sob a ótica da segurança viária foi constatada, mais uma vez, na 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada no fim de 2025. A edição mais recente do estudo registrou uma queda de 12,3% no número total de pontos críticos em relação a 2024, totalizando 2.146 ocorrências em todo o País.
No entanto, a disparidade entre os modelos de gestão permaneceu acentuada: enquanto as rodovias sob concessão privada registraram apenas 70 pontos críticos, as estradas sob gestão pública concentram 2.076 dessas falhas graves.
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PONTOS CRÍTICOS RECORRENTES

Arte sobre os pontos críticos nas rodovias concedidas e públicas – Arte
Além da quantidade superior, as rodovias públicas enfrentam uma dificuldade crônica em solucionar problemas antigos. O número de pontos críticos recorrentes — aqueles que permanecem sem solução de um ano para o outro — é 24 vezes maior nas vias públicas em comparação às concessionadas. Essa ineficiência na recuperação da malha é evidenciada pelo fato de que apenas 1,6% de todos os pontos identificados no País (34 casos) estavam passando por obras de recuperação no momento do levantamento em campo.
A segurança dos usuários é posta em xeque não apenas pela presença das falhas, mas pela alarmante falta de alertas. O estudo aponta que 88,0% dos pontos críticos identificados não possuíam qualquer tipo de sinalização. Os “buracos grandes” são a categoria mais frequente, representando 80,0% do total de registros nacionais, e são justamente os mais negligenciados, com 98,6% deles sem sinalização adequada.
Outras ocorrências graves registradas incluem erosões na pista (11,6%) e quedas de barreira (3,8%), que elevam os custos operacionais e os riscos de sinistros de trânsito.


Regionalmente, estados como Acre e Roraima apresentam as situações mais críticas do Brasil, com uma densidade que resulta em um ponto crítico a cada 5,5 quilômetros percorridos. Para sanar as falhas mapeadas em 2025, a CNT estima ser necessária a aplicação de R$ 3,40 bilhões, valor direcionado principalmente para a adequação de pontes estreitas e resolução de buracos grandes.














