Em Cannes, László Nemes usa Segunda Guerra para pensar sobre mundo de hoje

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Em Cannes, László Nemes usa Segunda Guerra para pensar sobre mundo de hoje


Há 11 anos, o húngaro László Nemes apresentou no Festival de Cannes “O Filho de Saul”, sobre a resistência de um prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz, com o qual ganhou o Oscar de melhor filme internacional. Agora, o diretor volta a falar da Segunda Guerra em “Moulin”, que disputa a Palma de Ouro.

O novo longa acompanha a história de Jean Moulin, um líder da resistência francesa contra a ocupação nazista nos anos 1940.

Com pitadas de espionagem, o longa não é uma biografia, mas se sustenta no confronto entre Moulin e o oficial nazista Klaus Barbie, interpretado por Lars Eidinger.

Respeitado ator de teatro na Alemanha, Eidinger é conhecido por seus papéis em filmes como “Personal Shopper”, ao lado de Kristen Stewart, e “Toda Luz que Não Podemos Ver”, da Netflix. Ele será ainda Brainiac, o vilão do “Superman: The Man of Tomorrow”, de James Gunn, no ano que vem.

Ao abordar o confronto dos dois homens, Nemes reflete sobre duas visões de mundo, uma humanista e outra que pretende destruir para reinar suprema. Em entrevistas, o diretor vem dizendo que a Segunda Guerra ser um tema recorrente está ligado a tentativa de compreender a crise da democracia na atualidade.

O segundo filme da competição principal exibido no domingo (17) foi o francês “Garance”, de Jeanne Herry. A história acompanha uma mulher de 36 anos que dá nome ao filme, interpretada por Adèle Exarchopoulos, uma das atrizes francesas mais celebradas de sua geração.

Garance é uma atriz que tem dificuldade em conseguir papéis e estabelecer relações longevas devido à dependência do álcool.

Ela, porém, não aceita a doença. O filme acompanha um período de sua vida em que várias situações acontecem como sinais da gravidade de seu vício. Ela perde o emprego em uma respeitada companhia de teatro, sua irmã é diagnosticada com câncer e Garance precisa dar suporte à sobrinha pequena.

Por mais duro que o enredo possa parecer, o filme não é pesado. Pelo contrário, “Garance” tem certo humor autodepreciativo que amacia a queda de sua protagonista. E há esperança. As coisas começam a melhorar para Garance quando se apaixona por uma cenografista que a ajuda a aceitar a si própria. O acerto do filme está em retratar o vicio de forma não moralista ou melodramática



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *