‘Ou você tributa o que vem de fora, ou reduz o custo de quem produz no Brasil’, diz Mendonça Filho sobre ‘taxa das blusinhas’

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
‘Ou você tributa o que vem de fora, ou reduz o custo de quem produz no Brasil’, diz Mendonça Filho sobre ‘taxa das blusinhas’


Além do deputado federal, o diretor regional da Fiepe, João Bezerra, também alertou sobre os impactos no Polo de Confecções do Agreste

Por

Eduardo Scofi


Publicado em 15/05/2026 às 12:00
| Atualizado em 15/05/2026 às 14:30



Clique aqui e escute a matéria

A retirada da chamada “taxa das blusinhas” para produtos importados mobilizou representantes políticos e industriais em Pernambuco. Em entrevistas ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o deputado federal Mendonça Filho (PL) e o diretor regional da Fiepe no Agreste, João Bezerra, criticaram os impactos da medida sobre a indústria nacional e defenderam mecanismos de compensação tributária para o setor confeccionista.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Mendonça Filho apresentou uma emenda à medida provisória relacionada ao tema propondo um regime especial de isonomia competitiva, com redução da carga tributária para empresas brasileiras do setor.
Segundo ele, a preocupação é impedir que fabricantes nacionais enfrentem concorrência desigual com produtos importados, sobretudo da China.

“Ou você tributa o que vem de fora, ou você reduz o custo tributário para produtos confeccionados no Brasil”, afirmou o parlamentar ao explicar a proposta apresentada no Congresso.

Confira a entrevista do deputado na íntegra

Polo do Agreste teme impacto sobre empregos

Ao comentar os efeitos da medida, Mendonça afirmou que cidades do Polo de Confecções do Agreste podem sofrer diretamente caso não haja compensações para quem produz no país.

Segundo ele, “quem produz confecção em Santa Cruz, Toritama, Cupira, Caruaru, vai evidentemente amargar muita dificuldade”, diante das diferenças tributárias e trabalhistas entre Brasil e países asiáticos.

O deputado ressaltou ainda que o polo reúne milhares de empregos e é composto majoritariamente por micro e pequenas empresas. “Você não pode, a pretexto de uma medida, simplesmente acabar com o Polo de Confecção do Agreste”, declarou.

A avaliação é compartilhada pelo diretor regional da Fiepe, João Bezerra. Segundo ele, a indústria pernambucana já enfrenta dificuldades estruturais para competir com fabricantes estrangeiros e a retirada da taxação amplia ainda mais esse desequilíbrio.

“A gente já tem visto, mesmo com a taxa em vigor, um avanço muito grande na importação de têxteis aqui no Brasil. Muitas empresas acabam deixando de prestigiar o produto nacional e optam pela importação, por encontrarem preços muito agressivos lá fora”, afirmou.

Indústria aponta concorrência desigual com produtos asiáticos

Durante a entrevista, João Bezerra afirmou que fabricantes chineses operam em condições muito diferentes das encontradas no Brasil, o que dificulta a concorrência da indústria nacional.

Segundo ele, empresas asiáticas contam com jornadas maiores, menor carga tributária e custos de produção reduzidos. O dirigente também lembrou que o setor têxtil responde por cerca de 1,3 milhão de empregos formais no país, número que mais do que dobra ao considerar toda a cadeia produtiva ligada às confecções.

Ao detalhar o cenário em Pernambuco, Bezerra explicou que o estado mantém forte produção no setor de confecções, embora a indústria de tecelagem tenha perdido espaço nas últimas décadas. Ainda assim, destacou que o Agreste segue entre os maiores polos produtores de roupas do país.

Congresso e entidades articulam reação à medida

Questionado sobre a tramitação da proposta, Mendonça Filho explicou que a emenda poderá ser incorporada pelo relator da medida provisória ou votada separadamente no Congresso Nacional.

João Bezerra afirmou que federações industriais, sindicatos e entidades empresariais intensificaram articulações políticas em Brasília para tentar modificar a medida. Segundo ele, o tema tem sensibilizado lideranças políticas em Pernambuco, inclusive a governadora Raquel Lyra.

“Estamos aguardando um agendamento de reunião com a governadora Raquel Lyra, que foi muito sensível a esse assunto e, de certa forma, tem também melhorado bastante a infraestrutura. Ela conhece intimamente essa realidade, por ser de Caruaru, do Polo de Confecções, do Polo Têxtil”, afirmou.

Confira a entrevista do diretor da Fiepe na íntegra






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *