PF faz operação contra Cláudio Castro e empresário ligado à Refit por suspeita de fraude fiscal

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PF faz operação contra Cláudio Castro e empresário ligado à Refit por suspeita de fraude fiscal


STF autorizou buscas, bloqueio bilionário de ativos e afastamentos de cargos públicos em investigação sobre sonegação e ocultação patrimonial

Por

JC


Publicado em 15/05/2026 às 9:20



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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que tem como alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, ligado ao grupo Refit. A investigação apura suspeitas de fraude fiscal, ocultação de patrimônio e evasão de recursos ao exterior.

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Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na capital fluminense. Segundo informações da investigação, o ex-governador acompanhou a ação ao lado de advogados.

Moraes autorizou bloqueio bilionário

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da chamada ADPF das Favelas.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, além de sete medidas de afastamento de cargos públicos.

O STF também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados ao grupo Refit e a suspensão de atividades econômicas da empresa.

PF investiga sonegação e ocultação de patrimônio

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que a estrutura financeira e societária da Refit teria sido utilizada para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio de recursos para o exterior.

A antiga Refinaria de Manguinhos, ligada ao grupo, é apontada como um dos maiores casos de sonegação de impostos investigados no país.

A PF também solicitou a inclusão do nome do empresário Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados.

Outros investigados também foram alvo

Além de Cláudio Castro e Ricardo Magro, a operação teve como alvos o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad.

A investigação também apura possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio de Janeiro.

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