Exposição na Pinacoteca revela processo criativo de Beatriz Milhazes em gravuras

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Exposição na Pinacoteca revela processo criativo de Beatriz Milhazes em gravuras



São Paulo


A Pinacoteca de São Paulo apresenta a exposição “Beatriz Milhazes: Gravuras do Acervo da Pinacoteca de São Paulo” a partir deste sábado (16), no segundo andar do edifício Pina Estação. A mostra reúne, pela primeira vez, um conjunto de 27 gravuras produzidas por Beatriz Milhazes de 1996 a 2019.

A exposição propõe um deslocamento do olhar do resultado final para o processo criativo que sustenta a obra da artista —ideia que estrutura todo o percurso curatorial. Para o curador Renato Menezes, as gravuras permitem acompanhar o pensamento plástico em ação.



Obra “Cabeça de Mulher” (1996), de Beatriz Milhazes


Divulgação

A Pinacoteca é o único museu do mundo a reunir esse conjunto completo, doado ao acervo em 2009 e 2024. Ao longo de mais de duas décadas de parceria com o impressor Jean-Paul Russell, fundador da Durham Press, Milhazes transformou a gravura em um campo de experimentação contínua, no qual formas, cores e matrizes são testadas, abandonadas e retomadas.

Conhecida pela pintura que alia rigor geométrico e uso intenso da cor, a artista encontra na gravura um raciocínio quase oposto. Na serigrafia —técnica predominante no conjunto—, o trabalho se constrói por camadas.

Tradicionalmente associada a resultados chapados e ao uso restrito de cores, a serigrafia ganha novos contornos em sua produção. Milhazes sobrepõe matrizes, cria transparências e produz efeitos de profundidade e vibração cromática pouco usuais, inclusive em obras de grande formato, algumas com quase dois metros de largura.

Entre os formatos surgem estampas florais organizadas como portais, além de guirlandas e ramos combinados a arabescos, mandalas, discos e colares de contas. Obras como “O Pato” (1996) e “Noite de Verão” (2006) evidenciam o modo como a artista monta e remonta espaços.

Já séries como a das especiarias, concebida inicialmente como uma grande obra e depois fragmentada em quadros autônomos —entre eles “Cinnamon” (Canela) e “Red Pepper” (Pimenta Vermelha)—, tornam visível o uso e o reuso das mesmas matrizes ao longo dos anos.

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Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo

Pina Estação – lgo. General Osório, 66, Santa Efigênia, região central. De 16/5 a 14/3/27. Qua. a seg., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 40 (inteira). Grátis aos sábados e 2º domingo do mês





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